Oncoclínicas estuda ir à Justiça para evitar cobranças de credores
Medida seria tomada diante da possibilidade de descumprimento de índices financeiros, previstos em emissões de debêntures e outras dívidas
atualizado
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A Oncoclínicas confirmou, nesta quarta-feira (8/4), que avalia a eventual utilização de medidas judiciais para se proteger contra credores da companhia. A informação foi divulgada por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
No documento, a empresa afirmou que, como desdobramento das informações sobre discussões com credores financeiros, a administração estuda a potencial interposição de medida cautelar perante a Justiça. O objetivo da ação é proteger a companhia da cobrança de credores.
A medida seria tomada tendo em vista a possibilidade de descumprimento dos índices financeiros (dívida líquida/Ebitda) referente ao exercício de 2025, previstos nas emissões de debêntures e outros instrumentos de dívida.
O fato relevante, porém, observa: “Ressalta-se, entretanto, que não foi tomada uma decisão final sobre a efetiva interposição do Pedido Cautelar na Justiça e nem quando seria eventualmente realizada”, disse a Oncoclínicas.
A proteção, contudo, está associada à divulgação do balanço da empresa, que deveria ter ocorrido em 30 de março, mas, como o Metrópoles informou na ocasião, foi adiada. A nova data prevista é está quinta-feira (9/4). Fontes ligadas ao caso disseram, porém, que a medida judicial pode ser tomada depois da veiculação dos resultados financeiros da empresa do quarto trimestre de 2025.
A maior rede particular de tratamento de câncer passa por severa crise financeira, com dívidas estimadas em R$ 4,2 bilhões. Ela enfrenta também um racha entre acionistas e ex-integrantes do conselho de administração.
