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Negócios

Fleury propõe criar nova empresa de saúde com Oncoclínicas e Porto

Companhia reuniria clínicas e assumiria até R$ 2,5 bilhões das dívidas acumuladas pela rede especializada em oncologia

23/03/2026 11:40, atualizado 23/03/2026 11:50
Reprodução
imagem colorida do logotipo do Grupo Fleury de medicina diagnóstica

O Grupo Fleury de medicina diagnóstica anunciou nesta segunda-feira (23/3),  por meio de um fato relevante divulgado ao mercado, a intenção de aderir a um acordo preliminar (“term sheet”, no jargão) para formar uma nova empresa no ramo de saúde ao lado da Oncoclínicas, especializada no tratamento de câncer, e da Porto Seguro.

A nova companhia reuniria as clínicas que pertencem à Oncoclínicas. Ela ficaria parte das dívidas da empresa voltada para oncologia até um limite de R$ 2,5 bilhões.

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O débitos que a Oncoclínicas poderia repassar incluem parcelamentos de M&A (operações societárias de união, compra ou venda de empresas), além de parcelamentos tributários, com fornecedores e outros instrumentos de endividamento financeiro.

Em contrapartida, diz o fato relevante, o Fleury e a Porto investiriam, em conjunto, R$ 500 milhões na nova empresa. O aporte seria feito por meio de uma nova sociedade holding, da qual seriam os únicos acionistas e a deteriam o controle da nova firma.

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Debêntures

A nova companhia emitiria debêntures voluntariamente conversíveis em ações ordinárias, que seriam subscritas pela holding, por Porto e/ou por Fleury. A Oncoclínicas teria o direito de também subscrever papéis desse tipo até o limite de 30% do volume total de debêntures conversíveis.

O documento informa ainda que as debêntures teriam o valor total de R$ 500 milhões, com vencimento em 48 meses do desembolso e remuneração equivalente a 110% do CDI. A conversão poderia ser solicitada a partir do 36º mês da data de emissão ou se verificado um evento de liquidez da nova companhia.

De acordo com o fato relevante, a Oncoclínicas concedeu ao Fleury e à Porto exclusividade de 30 dias, contados a partir de 13 de março, para “negociar documentos definitivos” para definir as bases finais da eventual operação.

O fato é que a Oncoclínicas passa por severa crise financeira. No balanço do terceiro trimestre de 2025, a dívida bruta da empresa somava R$ 4,8 bilhões.

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