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JPMorgan rebaixa Fleury após fracasso de negociação com Rede D’Or

Pouco depois das 11 horas (pelo horário de Brasília), os papéis do Fleury tombavam 4,92%, cotados a R$ 14,12. Ação da Rede D’Or subia

atualizado

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O JPMorgan, uma das maiores instituições financeiras dos Estados Unidos e do mundo, rebaixou duplamente a recomendação para as ações do Grupo Fleury, em meio à informação de que as negociações com a Rede D’Or São Luiz acerca de uma possível união dos negócios não avançaram.

A recomendação do JPMorgan para os papéis da empresa de diagnósticos médicos foi de “overweight” (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para “underweight” (abaixo da média do mercado, equivalente à venda).

A decisão da instituição financeira norte-americana já começou a impactar o desempenho das ações do Fleury negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3).

Pouco depois das 11 horas (pelo horário de Brasília), os papéis do Fleury tombavam 4,92%, cotados a R$ 14,12.

No mesmo horário, as ações da Rede D’Or subiam 0,96%, a R$ 41,94.

O que diz o JPMorgan

De acordo com os analistas do banco dos EUA, o Fleury continua sendo um ativo estratégico no segmento de saúde no Brasil, com presença forte no mercado de diagnósticos “premium” em São Paulo.

Entretanto, diante do entrave nas negociações com a Rede D’Or, o JPMorgan considera que uma transação envolvendo a empresa se torna pouco provável, o que desanima os investidores.

Segundo os analistas, o Fleury enfrenta desafios estruturais significativos que vêm impedindo seu crescimento orgânico. Entre os obstáculos, estaria a complexidade da governança do grupo, dividido entre três blocos de acionistas com acordos interdependentes e direitos de preferência, o que dificulta qualquer movimentação de controle.

A projeção de crescimento dos lucros do Fleury nos próximos cinco anos é de 5% a 6% ao ano, abaixo da média do setor de saúde no país.

O que dizem as empresas

Há meses, o mercado monitora informações a respeito de uma possível unificação entre os negócios de Fleury e Rede D’Or. No último domingo (19/10), o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, informou que a Rede D’Or teria aberto conversas com outras empresas do setor, como a Alliança Saúde e o Dasa, após uma suposta desistência da compra do Fleury.

“Apesar de ter havido interações preliminares, as mesmas foram infrutíferas e, deste modo, não houve qualquer evolução relevante quanto à definição de termos, preço, condições ou qualquer outro aspecto de eventual transação envolvendo as companhias”, afirmou a Rede D’Or, em comunicado ao mercado.

O grupo disse ainda que está avaliando, permanentemente, oportunidades de expansão de suas linhas de negócios. A companhia, entretanto, negou que esteja em negociações com Alliança Saúde e Dasa.

Na segunda-feira (20/10), também por meio de nota, o Grupo Fleury rebateu as informações e afirmou que não há nenhuma decisão sobre “suspender, seguir ou não seguir com qualquer transação” com a Rede D’Or. De acordo com a empresa, as tratativas seguem em andamento.

“Apesar de existirem tratativas, não há qualquer decisão de sua administração de suspender, seguir ou não seguir com qualquer transação envolvendo a Rede D’Or, tampouco quaisquer compromissos ou documentos celebrados entre a companhia e a Rede D’Or, vinculantes ou não, tendo por objeto uma potencial operação”, informou o Fleury.

Também por meio de nota, a Dasa negou qualquer negociação com a Rede D’Or.

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