Oncoclínicas adia balanço em meio à crise e racha entre acionistas

Com dívidas estimadas em mais de R$ 4 bilhões, proposta de compra da empresa pelo Fleury e pela Porto foi criticada por gestora americana

atualizado

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A Oncoclínicas informou por e-mail enviado ao Metrópoles, nesta sexta-feira (27/3), que adiou para 6 de abril a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025, cuja veiculação estava prevista para 30 de março. A mudança de data ocorre num momento crítico para a companhia, que passa por severa crise, com dívidas estimadas em R$ 4,2 bilhões.

O problemas mais recente enfrentado pela empresa é um racha entre acionistas. Ele colocou em xeque o que, no início desta semana, parecia ser a salvação para a maior rede de tratamento de câncer do país. Isso porque a gestora americana Mak Capital desancou a proposta de compra da Oncoclínicas feita, na segunda-feira (22/3), pelo laboratório Fleury e pela Porto Seguro.

E o plano de aquisição havia sido recebido pelo mercado com otimismo. As ações das três empresas subiram na Bolsa brasileira (B3). Em especial, os papéis da Oncoclínicas. Eles dispararam em alta de 57,05%. No caso da Porto, a elevação foi de 3,62% e do Fleury, de 4,36%. Durou pouco a euforia, porém.

Na carta enviada à Oncoclínicas, com data de terça-feira (24/3), a Mak, que detém 6,4% do capital social da rede brasileira, afirmou que a transação anunciada parece não enfrentar dois problemas centrais da empresa. São eles: a baixa liquidez e o vencimento de dívidas pesadas no curto prazo – isso além dos entraves operacionais, com o aumento de reclamações de clientes e atrasos no pagamento a fornecedores.

“Disrupção da operação”

E foi além: afirmou que o negócio proposto parece transferir o principal ativo da rede para a companhia que resultaria da aquisição. Com isso, seria deixado para trás um endividamento relevante e negócios que não parecem capazes de gerar fluxo de caixa suficiente para manter as operações.

O documento preparado pela gestora com sede em Nova York afirma, na prática, que as informações disponíveis apontam para um “quadro crítico” Isso inclui “problemas urgentes de liquidez, riscos de aceleração de dívidas no curtíssimo prazo e potencial disrupção na operação”.

A Mak reconhece ainda que a companhia precisa de uma injeção de novos recursos no curto prazo e diz estar trabalhando com outros investidores para prover um aporte de até R$ 500 milhões na rede. Mas condiciona tal plano à convocação de uma assembleia extraordinária de acionistas (AGE) para discutir, entre outros pontos, a destituição de todos os integrantes do atual conselho de administração da Oncoclínicas.

Consultada, a Oncoclínicas informou que não vai comentar o assunto, porque se encontra em período de silêncio que antecede a divulgação do balanço. O Fleury também respondeu que não comentaria a carta da Mak Capital. A Porto não se manifestou sobre o tema.

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