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Negócios

No Brasil, 1% da população ganha 32 vezes mais que a metade mais pobre

Apesar da redução da desigualdade de renda no Brasil em 2022, o país ainda tem de enfrentar um verdadeiro abismo social

11/05/2023 12:00, atualizado 11/05/2023 12:48
Igo Estrela/Metrópoles.
Moradores de rua em frente ao POP Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua

Apesar da redução da desigualdade de renda no Brasil em 2022, impulsionada pela recuperação do mercado de trabalho e por programas como o Auxílio Brasil, o país ainda tem de enfrentar um verdadeiro abismo social entre os mais ricos e os mais pobres.

De acordo com a pesquisa “Pnad Contínua: rendimento de todas as fontes 2022”, divulgada nesta quinta-feira (11/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio do 1% mais rico do país (R$ 17.447) era, em 2022, 32,5 vezes maior do que o rendimento médio da metade mais pobre (R$ 537). Em 2021, essa diferença era ainda maior, de 38,4 vezes.

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A diferença entre os mais ricos e os mais pobres da população brasileira, ainda abissal, é a menor já registrada em toda a série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2012.

“Chegamos a 2022 com a menor diferença entre a renda dos mais ricos e da metade mais pobre da população, mas ainda é um valor alto. Uma parcela de apenas 1% da população tem um rendimento mais de 30 vezes superior do que a metade mais pobre”, afirma Alessandra Brito, analista do IBGE responsável pela pesquisa.

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No ano passado, de acordo com o IBGE, a renda média domiciliar per capita da metade mais pobre da população brasileira avançou 18% em relação a 2021, para R$ 537 mensais. Isso significa que cerca de 107 milhões de brasileiros sobreviviam com apenas R$ 17,90 por dia.

Levando em consideração os 5% mais pobres, 10,7 milhões de pessoas sobreviviam com apenas R$ 2,90 por dia em 2022.