Metade dos influenciadores de finanças mantém ligações com o mercado

Pesquisa mostra que, pela ordem, XP, Sofisa e BTG Pactual são as instituições que patrocinam maior número de “FInfluencers”

atualizado

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1 de 1 imagem colorida influenciador digital com celular gravando postagem - Metrópoles - Foto: Kilito Chan/Getty Images

O total de influenciadores ligados à área de finanças, os “FInfluencers”, somou 515 no primeiro semestre de 2023, o mesmo número registrado no fim de 2022. A quantidade de seguidores desse grupo, contudo, aumentou. Ela cresceu 6% no mesmo período, alcançando 176,3 milhões.

É o que mostra uma pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), feita em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (Ibpad). O levantamento foi divulgado na semana passada.

Entre os 515 influenciadores, 249 mantêm algum tipo de relação com participantes do mercado, como corretoras, gestoras e bancos. Entre as instituições que reúnem mais “influencers”, a XP manteve a liderança nos dois últimos relatórios das entidades com 16 parcerias, seguida pelo Banco Sofisa e pelo BTG Pactual, ambos com dez. Esses dois tinham, respectivamente, seis e sete parcerias no levantamento de 2022.

Considerando a dificuldade de identificação e a crescente influência desses profissionais, a Anbima elaborou o primeiro conjunto de regras para a atividade. Elas entram em vigor em 13 de novembro e se estendem a todos os associados da entidade. 

Identificação clara

A principal medida é a obrigatoriedade de o influenciador informar, de forma clara, que o post patrocinado é uma publicidade e qual é a instituição financeira contratante. “Será considerada válida a menção verbal ou escrita na própria publicidade ou ainda a adição de hashtags mencionando minimamente que se trata de publicidade e a vinculando ao distribuidor (#parceria e #nomedainstituição)”, diz o manual da Anbima. 

A segunda mudança é a responsabilização das instituições contratantes pelos influencers e pelo conteúdo veiculado. Isso inclui a “veracidade das informações divulgadas e sua completude, de modo a não levar o investidor a erro” e a garantia de que os “contratados possuam, caso aplicável, as devidas certificações necessárias” para abordar o conteúdo em questão. 

Avanço sobre 2021

A pesquisa mostrou ainda que o número atual de seguidores representa um aumento de 140%, na comparação com a primeira pesquisa, feita entre setembro de 2020 e fevereiro de 2021. Nesse período, havia 266 influencers e 74 milhões de seguidores.

Note-se que o total de seguidores não corresponde ao número de pessoas, mas, sim, à soma de todos os perfis de cada influenciador, o que pode conter repetições. Na pesquisa, foram consideradas as plataformas do Facebook, Instagram, X (antigo Twitter) e YouTube.

O crescimento registrado nos últimos anos é atribuído à elevação da taxa de juros no Brasil, a Selic, que saiu do patamar de 2% ao ano antes da pandemia até atingir 13,75% ao ano até meados de 2023. Tal avanço teria levado o mercado a buscar novas alternativas de investimento, além da renda fixa tradicional. 

Em 2023, o volume de publicações teve alta de 13%, na comparação com os dados de 2021, somando 313,9 mil vídeos e postagens. O tema mais abordado foi o mercado de ações, com 48,9% da frequência. O assunto foi seguido pela economia brasileira (10,5%) e as criptomoedas (9,4%).

O engajamento, porém, é 118% maior quando o conteúdo abrange renda fixa. Com apenas 1,7% de aparições, o Tesouro Direto gera, em média, 10,2 mil interações. Já CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que surgem em 1,2% das publicações, engajam ainda mais (11 mil).

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