Meta, dona do Facebook, começa nova rodada de demissões em massa
Nesta rodada de demissões em massa, segundo a Meta, cerca de 8 mil funcionários serão dispensados, o que representa 10% da força de trabalho
atualizado
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A Meta, controladora de Facebook, Instagram e WhatsApp, começou, nesta quarta-feira (20/5), uma nova rodada de demissões em todo o mundo. A medida já havia sido antecipada pela big tech aos funcionários e deve ser concluída até o fim desta semana.
Os primeiros funcionários demitidos trabalhavam no escritório em Cingapura e começaram a ser comunicados sobre os desligamentos já na madrugada desta quarta-feira (pelo horário local). Em seguida, foi a vez das equipes do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Nesta nova rodada de demissões em massa, segundo a própria Meta, cerca de 8 mil funcionários e colaboradores serão dispensados, o que representa 10% da força global de trabalho da big tech.
Além disso, 7 mil funcionários devem ser remanejados para novas iniciativas relacionadas à inteligência artificial (IA).
“A reestruturação nos tornará mais produtivos e fará o trabalho ser mais recompensador”, escreveu a chefe de Recursos Humanos da Meta, Janelle Gale, em um comunicado interno.
No mês passado, a dona do Facebook já havia anunciado a intenção de dispensar 8 mil funcionários e colaboradores a partir de maio. As demissões atuais são as mais significativas da Meta desde a grande reestruturação da empresa, entre 2022 e 2023, quando foram dispensados 21 mil funcionários.
Cortes já estavam no radar
No fim de março, a dona do Facebook já havia anunciado centenas de demissões para compensar os elevados investimentos em IA. Na época, um dos setores mais atingidos foi a Reality Labs – divisão de realidade virtual da Meta –, além dos departamentos de redes sociais e recrutamento.
A Reality Labs é a unidade da Meta que desenvolve hardware e software para realidade virtual, realidade aumentada e tecnologias do metaverso – como os óculos Oculus/Meta Quest, Ray-Ban Stories e o “Projeto Aria” de óculos inteligentes.
Em 31 de dezembro do ano passado, a companhia contava com 79 mil funcionários. Desde o início do ano, a empresa já vinha planejando demitir pelo menos 10% de sua força de trabalho do segmento de realidade virtual.
Em comunicado, em março, um porta-voz da Meta afirmou que diversos setores da big tech “regularmente passam por reestruturações ou implementam mudanças para garantir que estejam na melhor posição para alcançar seus objetivos”.
“Sempre que possível, estamos buscando outras oportunidades para funcionários cujas posições possam ser impactadas”, disse a Meta, na ocasião.
O fator IA
Os cortes de empregos são o mais recente movimento da Meta em uma “corrida da IA” contra concorrentes como OpenAI (criadora do ChatGPT) e Alphabet (dona do Google). A empresa pretende racionalizar as despesas, cortando gastos considerados não essenciais e focando em otimizar o serviços.
A Meta desembolsou bilhões de dólares para contratar profissionais de ponta da indústria da IA, incluindo um investimento de US$ 14,3 bilhões na startup de dados Scale AI.
Com as demissões, a dona do Facebook pretende compensar o aumento de custos com IA. Recentemente, a empresa projetou despesas totais entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões para este ano.