Meta, dona do Facebook, prepara demissões em massa a partir de maio
Demissões devem afetar pelo menos 10% da força de trabalho global da Meta, o que significa que cerca de 8 mil funcionários serão desligados
atualizado
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A Meta, controladora de Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, está preparando uma nova rodada de demissões para o mês de maio, de acordo com informações divulgadas neste sábado (18/4) pela agência Reuters.
Inicialmente, a ideia da big tech é promover os cortes a partir do dia 20 de maio. As demissões devem afetar pelo menos 10% da força de trabalho global da companhia, o que significa que cerca de 8 mil funcionários serão desligados.
Ainda segundo a Reuters, mais cortes devem ser feitos no segundo semestre deste ano, ainda sem data definida. Até o momento, a Meta não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
Caso as demissões se confirmem, devem ser as mais significativas da Meta desde a grande reestruturação da empresa, entre 2022 e 2023, quando foram dispensados 21 mil funcionários.
Cortes no radar
No fim de março, a dona do Facebook já havia anunciado centenas de demissões para compensar os elevados investimentos em inteligência artificial (IA). Na época, um dos setores mais atingidos foi a Reality Labs – divisão de realidade virtual da Meta –, além dos departamentos de redes sociais e recrutamento.
A Reality Labs é a unidade da Meta que desenvolve hardware e software para realidade virtual, realidade aumentada e tecnologias do metaverso – como os óculos Oculus/Meta Quest, Ray-Ban Stories e o “Projeto Aria” de óculos inteligentes.
Em 31 de dezembro do ano passado, a companhia contava com 79 mil funcionários. Desde o início do ano, a empresa já vinha planejando demitir pelo menos 10% de sua força de trabalho do segmento de realidade virtual.
Em comunicado, no mês passado, um porta-voz da Meta afirmou que diversos setores da big tech “regularmente passam por reestruturações ou implementam mudanças para garantir que estejam na melhor posição para alcançar seus objetivos”.
“Sempre que possível, estamos buscando outras oportunidades para funcionários cujas posições possam ser impactadas”, disse a Meta, na ocasião.
O peso da IA
Os cortes de empregos são o mais recente movimento da Meta em uma “corrida da IA” contra concorrentes como OpenAI (criadora do ChatGPT) e Alphabet (dona do Google). A empresa pretende racionalizar as despesas, cortando gastos considerados não essenciais e focando em otimizar o serviços.
A Meta desembolsou bilhões de dólares para contratar profissionais de ponta da indústria da IA, incluindo um investimento de US$ 14,3 bilhões na startup de dados Scale AI.
Com as demissões, a dona do Facebook pretende compensar o aumento de custos com IA. Recentemente, a empresa projetou despesas totais entre US$ 162 bilhões e US$ 169 bilhões para este ano.
Ações
No fechamento do pregão de sexta-feira (17/4), as ações da Meta negociadas na Bolsa Nasdaq, em Nova York, que reúne papéis de empresas do setor de tecnologia, avançaram 1,73%, cotadas a US$ 688,55.
Nas negociações de pós-mercado (“after market”), a ação recuou 0,25%, a US$ 686,80.
