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Negócios

Gol pede que Latam seja intimada pela Justiça americana

Empresa brasileira, em recuperação judicial nos EUA, quer que concorrente chilena se explique por suposta tentativa de tomada de aviões

09/02/2024 16:29
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Divulgação/Gol Linhas Aéreas
foto colorida de aeronave da Gol Linhas Aéreas - Metrópoles

A Gol entrou com uma moção na Justiça americana, onde está em recuperação judicial, pedindo que a chilena Latam seja intimada, para esclarecer acusações de que estaria tentando tomar aviões Boeing 737 da empresa brasileira. O pedido foi protocolado na quinta-feira (8/2) em Nova York.

A Gol apresentou ao tribunal americano uma carta enviada pela Latam a arrendadores de aeronaves. Além disso, acrescentou aos documentos uma oferta de emprego feita pela concorrente para contratar pilotos do 737. Uma audiência para discutir o pedido deve ocorrer na segunda-feira (12/2).

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De acordo com os advogados da companhia aérea brasileira, o contato da chilena com os fornecedores de aviões ocorreu na sexta-feira (26/1), um dia depois de a Gol ter solicitado o ingresso no Capítulo 11 (Chapter 11) da lei de falência dos Estados Unidos, similar à recuperação judicial no Brasil. 

Na moção, a Gol afirma que as ações da Latam podem comprometer “relacionamentos valiosos de longo prazo com arrendadores e prestadores de serviços”. A empresa também destaca que, caso a ação da Latam não seja contida, ela poderá afetar suas operações. Isso, por fim, “comprometeria as perspectivas de uma reorganização bem-sucedida”.

Dívidas de R$ 4,7 bilhões

No pedido de recuperação judicial, a empresa citou R$ 4,7 bilhões em dívidas. Na avaliação de especialistas, a Gol entrou com a solicitação num tribunal americano pela maior concentração de credores, entre eles os arrendadores de aviões, naquele país.

Em nota, a Latam informou que “está em contato permanente com todas as partes interessadas relevantes em matéria de frota (arrendadores e fornecedores de equipamentos e manutenção) como parte de seu negócio”. 

Ela acrescentou que “está ativa no mercado há vários meses com o objetivo de garantir a capacidade necessária para atender às necessidades contínuas e de longo prazo no contexto dos desafios globais da cadeia de suprimentos e da falta de aeronaves/motores”.