Europa: bolsas fecham sem direção única com cessar-fogo Israel-Líbano

Na Europa, os investidores também seguem em compasso de espera pelo avanço das negociações entre EUA e Irã em torno de um acordo de paz

atualizado

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Imagem de balcão de negociações da Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha - Metrópoles
1 de 1 Imagem de balcão de negociações da Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha - Metrópoles - Foto: Helmut Fricke/picture alliance via Getty Images

Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam sem direção única, nesta quinta-feira (16/4), dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de dez dias no conflito entre Israel e Líbano no Oriente Médio.

Os investidores também seguem em compasso de espera pelo avanço das negociações entre EUA e Irã, que avaliam a possibilidade de um acordo de paz.


O que aconteceu

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em leve baixa de 0,05%, aos 619,96 pontos, praticamente estável.
  • Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX terminou o dia com ganhos de 0,36%, aos 24,1 mil pontos.
  • Em Londres, o FTSE 100 encerrou o pregão com valorização de 0,29%, aos 10,5 mil pontos.
  • O CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou o dia em queda de 0,14%, aos 8,2 mil pontos.
  • O Ibex 35, de Madri, encerrou a sessão no vermelho, recuando 0,51%, aos 18 mil pontos.

Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira, que Israel e o Líbano concordaram em baixar armas e vão iniciar, formalmente, um cessar-fogo de dez dias.

Em sua rede social, a Truth Social, Trump afirmou que teve “excelentes conversas” com o presidente Joseph Aoun, do Líbano, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, de Israel, e ambos concordaram com a trégua temporária.

Segundo o presidente norte-americano, o cessar-fogo começará às 17h (18h pelo horário de Brasília) desta quinta. O acordo seria resultado da reunião entre Israel e Líbano ocorrida na terça-feira (14/4) em Washington, mediada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Trump ressaltou que chamará Netanyahu e Aoun à Casa Branca para as primeiras conversas significativas entre Israel e Líbano desde 1983. “Ambos os lados querem ver a paz, e acredito que isso acontecerá, e em breve”, afirmou.

O presidente libanês, Joseph Aoun, já havia afirmado que o cessar-fogo com Israel era um “ponto de partida natural para as negociações diretas entre os países”.

“O Líbano está ansioso por deter a escalada no sul e em todas as regiões libanesas, para que cesse o ataque aos inocentes e pacíficos, mulheres, homens e crianças, e pare a destruição das casas nas aldeias e vilas libanesas”, escreveu em publicação.

O cessar-fogo no Líbano também é uma das condições do Irã para um acordo de paz com os EUA e Israel no Oriente Médio.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, também se manifestou sobre o cessar-fogo entre Líbano e Israel. “Acolho com satisfação o anúncio do cessar-fogo proclamado pelo presidente Trump, que constitui uma reivindicação libanesa central pela qual nos empenhamos desde o primeiro dia da guerra e que foi o nosso objetivo primordial no encontro de Washington na terça-feira”, disse o premiê.

Salam felicitou o povo do Líbano e prestou homenagem aos mais de 2,9 mil mortos em ataques desde o dia 2 de março. Ele agradeceu aos EUA, à França, aos países da União Europeia (UE), além de Arábia Saudita, Egito, Catar e Jordânia, pelos esforços para alcançar o acordo.

Estados Unidos elogiam Paquistão por mediação com o Irã

O mercado europeu também segue monitorando os desdobramentos da guerra entre EUA e Irã. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou, nessa quarta-feira (15/4), o papel do Paquistão como principal mediador nas negociações entre EUA e Irã.

“Os paquistaneses têm sido mediadores incríveis ao longo de todo este processo e realmente apreciamos sua amizade e seus esforços para concluir este acordo. Eles são os únicos mediadores nesta negociação”, afirmou.

Segundo Leavitt, apesar de outros países terem se oferecido para ajudar, o presidente norte-americano, Donald Trump, considera estratégico manter o diálogo por meio de Islamabad. “O presidente considera importante continuar a facilitar a comunicação por meio dos paquistaneses, e é isso que continua acontecendo”, completou.

As declarações ocorrem em meio a uma nova tentativa de retomada das negociações entre Washington e Irã, após uma rodada frustrada no último fim de semana. Também na quarta, Trump afirmou à Fox Business que o Irã “quer muito fazer um acordo” e que a guerra estaria “muito perto do fim”.

Novas tratativas

No campo diplomático, o chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, esteve em Teerã para se reunir com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi.

Segundo a mídia estatal iraniana, a delegação levou uma mensagem dos EUA para tentar estender o cessar-fogo e viabilizar uma nova rodada de negociações.

Autoridades iranianas confirmaram que o Paquistão tem mantido a interlocução entre os dois lados, transmitindo posições de Teerã a Washington após encontros diplomáticos em Islamabad.

Apesar dos esforços, ainda não há acordo formal para prorrogar o cessar-fogo anunciado pelo republicano em 7 de abril.

O acordo enfrenta divergências, especialmente sobre a inclusão do Líbano. Enquanto o Irã defende que o país esteja contemplado, os EUA discordam.

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