EUA: Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano
Na sua rede Truth Social, Trump afirmou que teve “excelentes conversas” com líderes de ambos os países, que concordaram com trégua
atualizado
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O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (16/4), que Israel e o Líbano concordaram em baixar armas e vão iniciar, formalmente, um cessar-fogo de 1o dias.
Ns sua rede Truth Social, Trump afirmou que teve “excelentes conversas” com o presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bejamin Netanyahu, de Israel, e ambos concordaram com a trégua temporária.
Segundo o presidente norte-americano, o cessar-fogo de começará às 17h (18h no horário de Brasília) desta quinta. O acordo seria resultado da reunião entre Israel e Líbano ocorrida na terça-feira (14/4) em Washington (EUA), mediada pelo secretário de Estado Marco Rubio.
“Instruí o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Rubio, juntamente com o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Razin’ Caine, a trabalharem com Israel e o Líbano para alcançar uma paz duradoura”, observou Trump.
“Foi uma honra para mim resolver nove guerras ao redor do mundo e esta será a décima, então vamos conseguir”, comemorou.
Trump ainda ressaltou que chamará Netanyahu e Aoun à Casa Branca para as primeiras conversas significativas entre Israel e Líbano desde 1983. “Ambos os lados querem ver a paz, e acredito que isso acontecerá, e em breve”, afirmou.
O presidente libanês, Joseph Aoun, já havia afirmado, nesta quinta, que o cessar-fogo com Israel é um “ponto de partida natural para as negociações diretas entre os países”.
“O Líbano está ansioso por deter a escalada no sul e em todas as regiões libanesas, para que cesse o ataque aos inocentes e pacíficos, mulheres, homens e crianças, e pare a destruição das casas nas aldeias e vilas libanesas”, disse em publicação.
O cessar-fogo no Líbano também é uma das condições do Irã para um acordo de paz com os EUA e Israel no Oriente Médio.
Hezbollah critica negociações
O líder do grupo paramilitar libanês Hezbollah, Naim Qassem, pediu ao governo do Líbano que cancele as negociações, classificando-as como “inúteis”. “Rejeitamos as negociações com a entidade israelense. Elas são inúteis e exigem um acordo e consenso libaneses”, destacou.
O último levantamento do Ministério da Saúde do Líbano diz que 2.196 pessoas foram mortas em ataques desde 2 de março e mais de 7 mil ficaram feridas. O Hezbollah também lançou ataques contra o território israelense.
