Israel e Líbano avançam em negociações: “Estamos do mesmo lado”
Embaixador Yechiel Leiter afirma que Israel e Líbano estariam “do mesmo lado” contra o Hezbollah durante negociações mediadas pelos EUA
atualizado
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O embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, destacou o Hezbollah como elemento central das negociações diretas realizadas nesta terça-feira (14/4), em Washington, entre representantes de Israel e do Líbano, com mediação dos Estados Unidos.
Durante o encontro, Leiter afirmou que as delegações teriam identificado uma convergência de interesses em relação ao grupo libanês.
“Descobrimos hoje que estamos do mesmo lado da equação. Estamos unidos na libertação do Líbano de uma potência ocupante dominada pelo Irã, chamada Hezbollah”, declarou o embaixador.
Ele também afirmou que o Líbano estaria sendo impactado pela atuação do grupo e mencionou ataques na fronteira entre os dois países, ao defender a necessidade de conter a influência do Hezbollah na região.
As declarações ocorreram diante do contexto de uma reunião considerada inédita por autoridades norte-americanas, já que marcou o primeiro diálogo direto em décadas entre representantes israelenses e libaneses.
O encontro ocorre em meio a forte tensão e a uma escalada militar contra o Hezbollah. Em apenas 10 minutos, Israel disparou 160 mísseis e matou 254 pessoas no sul do Líbano.
Nos dias que antecederam a reunião, o Hezbollah já havia rejeitado as negociações, classificando o processo como “inútil” e afirmando que poderia servir como pressão para seu desarmamento.
Apesar disso, os Estados Unidos afirmaram que o diálogo pode abrir caminho para avanços mais amplos, incluindo um possível acordo de paz e medidas de reconstrução econômica no Líbano.
O governo libanês, por sua vez, defende que qualquer acordo deve respeitar a soberania do país e prioriza a implementação do cessar-fogo firmado em 2024, além de medidas para conter a crise humanitária em curso.
As negociações seguem sem prazo definido para novas rodadas, mas com expectativa de continuidade, segundo o Departamento de Estado norte-americano.
Hezbollah rejeita negociações
O movimento também afirmou que o processo poderia ser usado para pressionar o desarmamento do grupo e pediu que o governo libanês não avançasse com as conversas com Israel.






