Hezbollah faz alerta sobre negociações entre Líbano e Israel

Líder do grupo militar Hezbollah, chama diálogo de “inútil” e critica tentativa de desarmamento antes de reunião em Washington

atualizado

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Secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem
1 de 1 Secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, pediu nesta segunda-feira (13/4) que o governo do Líbano rejeite as negociações previstas com Israel, classificando o diálogo como “inútil” e sem legitimidade. A reunião entre representantes dos dois países está marcada para terça-feira (14/4), em Washington, em meio à escalada de tensões no sul libanês.

“Rejeitamos as negociações com a entidade israelense. Elas são inúteis e exigem um acordo e consenso libaneses”, afirmou Qassem. Segundo ele, Israel estaria utilizando as conversas como estratégia para pressionar pelo desarmamento do Hezbollah. “Pedimos a rejeição dessas negociações”, reforçou.

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Secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu
Ataque em Beirute (Líbano)
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Ataque em Beirute (Líbano)

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Secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu

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A posição do grupo, apoiado pelo Irã, contrasta com a do presidente libanês, Josef Aoun, que demonstrou expectativa por avanços diplomáticos.

Nesta segunda, Aoun afirmou que espera que as negociações resultem em um cessar-fogo e destacou que o processo é “responsabilidade do Estado libanês, e de nenhuma outra parte”, em referência indireta ao Hezbollah.

Negociação ocorre em momento delicado

O encontro em Washington ocorre em um momento delicado. Israel mantém presença militar em partes do sul do Líbano e intensificou operações contra alvos do Hezbollah.

Nesta segunda-feira, forças israelenses avançaram sobre a cidade estratégica de Bint Jbeil, considerada um reduto do grupo, ampliando a pressão militar na véspera das conversas.

Autoridades libanesas afirmam que, desde o início da atual fase do conflito, em março, mais de 2 mil pessoas morreram e cerca de 6,5 mil ficaram feridas no país. Em paralelo, ataques também atingiram áreas civis e estruturas humanitárias.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha relatou que um centro da entidade em Tiro, no sul do Líbano, foi atingido, resultando na morte de uma pessoa.

Do lado israelense, militares informaram que um foguete lançado pelo Hezbollah atingiu a cidade de Nahariyya, causando danos a um prédio residencial e deixando uma mulher levemente ferida.

Apesar da reunião marcada entre diplomatas, as perspectivas de avanço são incertas. Israel já indicou que não pretende discutir um cessar-fogo neste momento, enquanto o Hezbollah mantém oposição frontal ao diálogo.

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