Dólar sobe e Bolsa cai com tensões sobre juros, petróleo e caminhoneiros

Moeda americana opera em alta de 0,43%, a R$ 5,22. No início do pregão, o Ibovespa registrava leve baixa de 0,11%, aos 180,2 mil pontos

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1 de 1 Imagem de notas de dólar dos EUA - Metrópoles - Foto: Jackal Pan/Getty Images

O dólar operava em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,22, às 10h30 desta quarta-feira (18/3). No mesmo horário, o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), registrava leve queda de 0,11%, aos 180,2 mil pontos, mas muito próximo de engatar uma pequena alta. O fato é que os dois indicadores oscilavam de forma intensa diante de um bloco parrudo de incertezas.

O preço do petróleo segue em alta e ditando o tom do mercado global. Às 10 horas, o barril para venda em maio do tipo Brent, a referência global, avançava 2,11%, a US$ 105,6. O West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, avançava 1,65% a US$ 97,1 no mesmo horário.

Os investidores seguem cautelosos neste pregão, de olho nas decisões sobre os juros básicos. Isso tanto nos Estados Unidos, cujo valor da nova taxa será anunciado às 15 horas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), como do Brasil, com veiculação do valor da Selic a partir das 18h30, por parte do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC).

Para os Estados Unidos, a maioria das fichas dos analistas está colocada na manutenção do atual intervalo entre 3,50% e 3,75%. No caso brasileiro, porém, há dúvidas consideráveis, embora uma tendência seja predominante.

Dúvida sobre o Copom

Até o início do confronto entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, quase 100% das previsões apontavam para um corte de 0,50 ponto percentual, seguindo uma orientação dada pelo próprio Copom. Com a guerra, o choque de energia provocado pela alta do petróleo e seu eventual impacto na inflação mudaram o cenário.

Agora, a maioria das projeções indica uma redução de 0,25 ponto percentual, mas algumas expectativas correm por fora, apontando para a manutenção da Selic no atual patamar de 15%. Uma pesquisa do banco BTG Pactual indica que só 17% do mercado projeta 0,50 ponto e 12% cravam seus palpites na manutenção da taxa.

Caminhoneiros

Na tarde desta terça-feira (17/3), um novo ponto de tensão formou-se no mercado. Por volta das 15 horas, dólar e Bolsa chacoalharam com a notícia de uma eventual greve de caminhoneiros. Parte da categoria prepara um protesto contra o aumento do preço do diesel no Brasil.

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