Dólar cai e Bolsa sobe apesar de estresse com petróleo e caminhoneiros
Moeda americana registrou queda de 0,58% frente ao real, cotada a R$ 5,19. Ibovespa fechou em alta de 0,30%, aos 180,4 mil pontos
atualizado
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Os mercados de câmbio e ações viveram, nesta terça-feira (17/3), mais um dia de recuperação – a segunda sessão consecutiva, depois de seguidos tropeços na semana passada. O dólar registrou queda de 0,58% frente ao real, cotado a R$ 5,19. Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,30%, aos 180,4 mil pontos.
O bom humor parcial dos investidores, marcado pela retomada de algum apetite por ativos de risco (caso das ações, por exemplo), prevaleceu mesmo num dia em que o preço do petróleo voltou a subir no mercado mundial. A alta, porém, manteve-se relativamente estável ao longo do dia.
Às 8 horas, por exemplo, o preço do barril do tipo Brent, a referência para o mercado global, avançava 2,88%, a US$ 103 (contratos para março). Às 16h15, a elevação era apenas ligeiramente maior: 3,02%, a US$ 103,2. O tipo WTI, que baliza o comércio nos Estados Unidos subia, no início da sessão, 3,22%, a US$ 96,5 por barril (para abril). À tarde, ele aumentava 2,88%, a US$ 95,10.
Isso mostra que a commodity continua sendo pressionada pelo conflito no Oriente Médio, que opõe os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Ainda assim, a elevação dos preços disparou na sessão, anotando arrancadas extremas.
Movimentos globais
E o movimento do câmbio no mercado brasileiro foi similar ao mundial. Às 16h25, o dólar também caía 0,25%, de acordo com o índice DXY, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de seis divisas fortes (euro, iene e libra esterlina, por exemplo).
O mesmo ocorreu no mercado de capitais. Os principais índices de ações da Europa também fecharam em alta. O Stoxx 600, que reúne empresas de 17 países, registrou alta de 0,64%. O DAX, de Frankfurt, subiu 0,71%. O FTSE 100, de Londres, avançou 0,83%.
Em Wall Street, o dia também foi de recuperação, embora moderada. Às 16h30, o S&P 500 subia 0,31% e o Dow Jones, 0,14%. Já o Nasdaq, que concentra as ações de empresas de tecnologia, anotava alta de 0,47%.
Oriente Médio
Na avaliação de Bruno Perri, da Forum Investimentos, os mercados globais beneficiaram-se nesta terça-feira de uma melhora da perspectiva de duração no conflito no Oriente Médio. “Isso ocorreu com declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmando que as ações militares na região vão durar ‘mais algumas semanas’.”
No caso do Ibovespa, diz Ferri, os destaques positivos ficaram com as altas da Petrobras e da Prio, em linha com a elevação dos preços do petróleo. A CSN também subiu, diz o analista, com a expectativa da venda de sua unidade de cimentos, colaborando para uma “desalavancagem” da empresa. A Natura avançou, puxada pelos resultados trimestrais, cujos números agradaram ao mercado.
Entre as quedas, o técnico destaca a Cosan. Os papéis da companhia voltaram a recuar com a crise de alavancagem na Raízen. O Magazine Luiza, acrescenta Perri, passou por correção depois de altas relacionadas à divulgação dos resultados trimestrais.
Caminhoneiros
Para Enrico Cozzolino, da Zermatt Partners, outra marca do mercado nesta terça-feira foi a cautela, com os analistas à espera das decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil. Ambas serão anunciadas na tarde desta quarta-feira (18/7).
O único “fato novo” no cenário interno, nota o especialista, veio com a notícia de uma suposta paralisação de caminhoneiros, que estaria sendo articulada em protesto contra o aumento do diesel. No horário em que a informação foi veiculada, por volta das 15h10, o Ibovespa sofreu um tranco. O índice avançava 181,7 mil pontos e passou para o patamar de 180 mil pontos.
