Dólar sobe a R$ 5,22 e Bolsa cai com aversão ao risco durante Carnaval

Moeda americana avançou 0,57% frente ao real. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira, caiu 0,69%, aos 186.464,30 pontos

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1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar à vista registrou alta de 0,57% frente ao real, cotado a R$ 5,22, nesta sexta-feira (13/2). O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 0,69%, aos 186.464,30 pontos.

Para analistas, o mercado entrou no modo de “aversão ao risco” nos dias que antecedem ao Carnaval. Os investidores temem ficar atrelados a ativos menos seguros (ou expostos no dólar) por um período tão longo. Ou seja, até o fim do feriado. A B3, por exemplo, só volta a funcionar a partir das 13 horas de quarta-feira (18/2).

“O fator mais relevante que causa essa queda do Ibovespa é o ajuste de posições antes do feriado prolongado de Carnaval, período em que a B3 ficará fechada”, diz Christian Iarussi, da The Hill Capital. “Isso reduz o apetite por risco e leva o mercado a diminuir sua exposição.”

O analista observa que outros fatores também interferiram na B3. “As vendas no varejo vieram abaixo do esperado, reforçando sinais de desaceleração da atividade econômica no início do ano”, afirma. “Isso pesa sobre ações mais ligadas ao ciclo doméstico e abre espaço para realização de lucros depois da alta recente do Ibovespa.”

Commodities

Além disso, acrescenta Iarussi, a queda da cotação global do minério de ferro e a “fraqueza” do petróleo pressionaram negativamente ações de grande peso na Bolsa. Nesse caso, o impacto foi sentido na cotação dos papéis da Vale e da Petrobras, que caíram na sessão. Os bancos também recuaram.

As maiores altas do dia, destaca o analista, foram puxadas por eventos corporativos que melhoraram a percepção de risco no curto prazo. A Raízen liderou os ganhos, com a notícia de que a Cosan apresentou à Shell uma proposta para endereçar o elevado nível de endividamento da companhia, reduzindo temores recentes ligados ao balanço e ao risco de recuperação judicial.

Ouro

Nesse cenário de aversão ao risco, o ouro subiu. Os contratos futuros do metal para abril avançaram 1,98%, a US$ 5.046,3 por onça-troy.

Inflação nos EUA

Nesta sexta-feira, os investidores também acompanharam a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos Estados Unidos. Ele subiu 0,2% em janeiro em relação a dezembro.

O número ficou pouco abaixo do consenso do mercado, que previa alta de 0,3%. Na base anual, o avanço foi de 2,4%. O núcleo do indicador, que exclui itens voláteis como energia e alimentos, ficou alinhado com as previsões. Ele subiu 0,3% na base mensal e 2,5% na anual.

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