Dólar passa a subir e Bolsa cai com serviços, BB, Vale, eleições e EUA

Na véspera, dólar terminou a sessão em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,198. Ibovespa bateu novo recorde e subiu 2,03%, aos 189.699,13 pontos

atualizado

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Imagem de várias cédulas de dólar e real - Metrópoles
1 de 1 Imagem de várias cédulas de dólar e real - Metrópoles - Foto: Carol Smiljan/NurPhoto via Getty Images

Depois de ficar no negativo durante a manhã, o dólar passou a operar em alta, nesta quinta-feira (12/2), com as atenções dos investidores divididas entre indicadores econômicos no Brasil, balanços corporativos, novas pesquisas eleitorais e mais dados de emprego nos Estados Unidos.


Dólar

  • Às 15h, o dólar subia 0,22%, a R$ 5,199.
  • Mais cedo, às 14h20, a moeda norte-americana avançava 0,27% e era negociada a R$ 5,201.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,205. A mínima é de R$ 5,155.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,198.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 1,16% em fevereiro e de 5,5% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em baixa no pregão.
  • Às 15h04, o Ibovespa recuava 0,88%, aos 188 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em forte alta de 2,03%, aos 189.699,13 pontos – nova máxima histórica de fechamento.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 4,6% no mês e de 17,73% no ano.

Serviços no Brasil

No cenário doméstico, o principal destaque do dia é a divulgação do resultado do setor de serviços em dezembro do ano passado, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro, o setor recuou 0,4% em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo período de 2024, o volume de serviços cresceu 3,4%. O acumulado nos últimos 12 meses foi a 2,8%, e a média móvel trimestral ficou estável (variação de 0%).

Segundo o IBGE, o setor de serviços se encontra 19,6% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 0,4% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em novembro de 2025.

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral do volume de serviços mostrou estabilidade (0%) em dezembro de 2025 em relação ao mês anterior.

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) monitora a receita bruta de serviços nas empresas formais, com 20 ou mais trabalhadores. São excluídas as áreas de saúde e educação.

Balanços de Banco do Brasil e Vale

No calendário de divulgação de balanços corporativos, o mercado repercute, nesta quinta, os resultados do Banco do Brasil – que encerrou a temporada dos “bancões” do país.

O BB registrou uma queda de 45,4% no lucro líquido ajustado em 2025, totalizando R$ 20,7 bilhões. Segundo a instituição, o resultado foi impactado, principalmente, pela adoção de novas regras contábeis e pelo aumento da inadimplência.

No quarto trimestre, de outubro a dezembro, o lucro somou R$ 5,7 bilhões, recuo de 47,2% na comparação com o mesmo período de 2024. Em relação ao terceiro trimestre de 2025, porém, houve alta de 51,7%.

Em janeiro do ano passado, entrou em vigor uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que alterou a forma de contabilização das instituições financeiras. A norma, aprovada em 2021, mudou o modelo de provisões para perdas, que passou a considerar perdas esperadas com base em estimativas. Com isso, o banco deixou de reconhecer R$ 1 bilhão em receitas de crédito ao longo do ano, o que afetou o resultado.

Para 2026, o Banco do Brasil projeta lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. A expectativa é de crescimento da carteira de crédito entre 0,5% e 4,5%, com alta de 6% a 10% para pessoas físicas, variação entre queda de 2% e alta de 2% no agronegócio e oscilação entre retração de 3% e avanço de 1% para empresas.

O banco também prevê aumento de 2% a 6% nas receitas de serviços, crescimento de 5% a 9% nas despesas administrativas e custo de crédito entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões. A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, afirmou que a instituição espera retomar os níveis de rentabilidade em 2026 e destacou o crescimento do lucro no último trimestre como sinal de recuperação.

Após o fechamento do pregão desta quinta-feira, a Vale, uma das duas empresas com o maior peso sobre o mercado de ações da Bolsa brasileira, divulga seus resultados do último trimestre de 2025.

Outra empresa que anunciou seus resultados foi a Ambev, gigante do setor de bebidas. O lucro líquido da companhia foi de R$ 4,53 bilhões no quarto trimestre, uma queda anual de 9,9%.

Disputa eleitoral

O mercado financeiro continua repercutindo os números da mais recente pesquisa da Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira, que consolidou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa eleitoral deste ano.

Nas simulações do segundo turno, a pesquisa testou sete cenários, todos eles com Lula contra um opositor. Foram testados os nomes de Flávio, dos governadores Ratinho Jr. (PSD), Eduardo Leite (PSD), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além de Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC).

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é quem possui pontuação mais alta em relação ao petista, com 38% das intenções de voto. O segundo mais competitivo é Ratinho Jr., com 32%.

No mesmo dia da divulgação da pesquisa, Flávio Bolsonaro participou de uma conferência promovida pelo BTG, Pactual, em São Paulo. A empresários e agentes do mercado, ele atacou Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), mas desconversou sobre possíveis sucessores para comandar a economia.

Flávio disse que as pesquisas mostram “crescimento rápido, consistente e irreversível” de sua candidatura e projetou que irá ultrapassar Lula.

“Lula é um produto vencido de verdade. Se comparar o Lula a um carro é aquele Opala velho já foi bonito, mas agora não te leva mais a lugar nenhum e ainda bebe para caramba”, criticou.

Flávio afirmou ainda que Lula “bebeu toda a gasolina que Bolsonaro deixou no tanque” e classificou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do arcabouço fiscal, estipulada no início do terceiro mandato do petista, como uma “PEC arregaça teto”.

Embora esteja empenhado em passar imagem moderada e ter dito que ganhará as eleições com “o cérebro” e “não com o fígado”, o filho do ex-presidente não poupou as palavras ao criticar o atual chefe do Planalto.

O senador disse que Lula “está arrombando os pobres” e que a “extrema-esquerda está arrombando o nosso país”. O presidente foi chamado repetidas vezes de “candidato das trevas”, e a candidatura do petista foi, por duas vezes, comparada a uma “canoa furada”.

Emprego nos EUA

No âmbito internacional, os investidores seguem monitorando dados de emprego nos EUA. Na véspera, o Departamento do Trabalho informou que o país registrou a criação de 130 mil novas vagas de emprego fora do setor agrícola em janeiro deste ano. Trata-se do chamado “payroll”, um indicador econômico mensal dos EUA que mostra a evolução do emprego no país fora do setor agrícola.

O relatório, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), é considerado determinante para as avaliações sobre o desempenho da economia norte-americana. O resultado veio muito acima das projeções do mercado, que indicavam a criação de 66 mil vagas.

A taxa de desemprego foi de 4,3%. No último relatório, em dezembro, o “payroll” mostrou a abertura de 48 mil vagas no país (dado revisado) e uma taxa de desemprego de 4,4%.

A força do mercado de trabalho nos EUA é um dos componentes considerados pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) para definir a taxa de juros e esfriar a demanda na economia a fim de combater a inflação.

Analistas temem que a aceleração do mercado de trabalho nos EUA leve a um novo aperto da política monetária pelo Fed. Por outro lado, dados fracos de emprego poderiam alimentar as projeções mais pessimistas de que a economia dos EUA entre em recessão nos próximos meses.

Os dados de janeiro, portanto, jogam pressão sobre o BC dos EUA, que poderia, no limite, segurar os juros no patamar atual ou mesmo voltar a elevar a taxa.

Na última reunião do Fed, no fim de janeiro, os juros foram mantidos no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. A manutenção da taxa de juros interrompeu sequência de três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual pelo BC dos EUA.

O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros está marcado para os dias 17 e 18 de março.

A taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano.

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