Corrupção fiscal: MPSP e PM apreendem dólares, reais e bitcoins
Durante a operação e cumprimento de mandados de busca, foram apreendidos cerca de US$ 68 mil dólares e R$ 288 mil em espécie
atualizado
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O Ministério Público do estado de São Paulo (MPSP) deflagrou, nessa terça-feira (10/2), uma operação de busca e apreensão para aprofundar investigações relacionadas a um esquema de corrupção no âmbito da Delegacia Regional Tributária do Butantã, na zona oeste da capital paulista.
As diligências são parte do desdobramento da Operação Ícaro, realizada em agosto do ano passado, que teve por objeto o combate à corrupção na Secretaria da Fazenda do estado de São Paulo.
Corrupção fiscal
O Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (Gedec) investiga a existência de um esquema envolvendo o pagamento de propina por parte de empresas, em troca de facilidades no ressarcimento de créditos fiscais de ICMS-ST, com prejuízo aos cofres públicos. Durante o cumprimento dos mandados judiciais, foram apreendidos aproximadamente US$ 68 mil dólares e R$ 288 mil em espécie. Houve apreensão também de criptoativos avaliados em cerca de R$ 1,8 milhão, mantidos na forma de bitcoins.
As diligências foram realizadas com o apoio do Cyber Gaeco e da Polícia Militar (PM), garantindo o cumprimento das medidas autorizadas pelo Poder Judiciário, bem como a preservação de provas consideradas relevantes para o avanço das investigações.
O material apreendido será submetido à perícia e análise financeira, a fim de esclarecer sua origem e eventual vinculação com os fatos investigados. O procedimento corre sob sigilo.
Caso Ultrafarma
Os promotores viram indícios da existência de milhões em criptomoedas ligadas a dois auditores fiscais que estão entre os seis presos na Operação Ícaro: Artur Gomes da Silva Neto, apontado como principal operador do esquema e suspeito de ter recebido R$ 1 bilhão em propina, e Marcelo de Almeida Gouveia, suspeito de auxiliar no esquema. Além deles, foram presos o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e Mário Otávio Gomes, executivo da Fast Shop, suspeitos de terem sido beneficiados em operações de créditos em ICMS.
A suspeita é que a compra dos ativos foi feita como um meio para ocultar o dinheiro vindo de propinas. Para evitar que os valores desaparecessem, foi pedida a prisão preventiva tanto de Artur quanto de Marcelo.










