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Dólar opera estável e Bolsa cai com Trump no Fed e juros na Europa

Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,8%, cotado a R$ 5,522. Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 0,99%, aos 135,3 mil pontos

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1 de 1 Imagem de notas de dólar - Metrópoles - Foto: Douglas Sacha/Getty Images

O dólar operava perto da estabilidade nesta quinta-feira (24/7), em um dia no qual os investidores novamente concentram suas atenções no noticiário econômico internacional.

Há grande expectativa no mercado em relação à visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano), em meio às críticas do republicano ao chefe da autoridade monetária, Jerome Powell. Trump vem cobrando a redução da taxa de juros no país, mas até aqui não teve sucesso.

Ainda no cenário externo, os investidores repercutem a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Confirmando a maioria das projeções do mercado, o BCE decidiu manter os juros da economia da Europa inalterados.


Dólar

  • Às 14h50, o dólar subia 0,05%, a R$ 5,525, praticamente estável.
  • Mais cedo, às 12h07, a moeda norte-americana avançava 0,15% e era negociada a R$ 5,531.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,539. A mínima é de R$ 5,517.
  • Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,8%, cotado a R$ 5,522.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 1,66% em julho e perdas de 10,72% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em queda firme no pregão.
  • Às 12h40, o Ibovespa recuava 1,04%, aos 133,9 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador terminou o pregão com ganhos de 0,99%, aos 135,3 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula queda de 2,37% no mês e valorização de 12,53% no ano.

Trump vai ao Fed

No fim da tarde desta quinta-feira, às 17 horas (pelo horário de Brasília), o presidente dos EUA, Donald Trump, fará uma visita oficial ao Federal Reserve, segundo informações da Casa Branca. Será a primeira vez que o chefe do governo norte-americano vai ao Fed em quase duas décadas.

A visita de Trump acontece em meio à escalada das críticas do presidente dos EUA a Jerome Powell, que comanda o Fed.

Em sua última reunião, nos dias 17 e 18 de junho, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed anunciou a manutenção dos juros básicos no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano. A próxima reunião da autoridade monetária para definir a taxa de juros acontece na semana que vem, dias 29 e 30 de julho.

Desde o início de seu mandato, em janeiro deste ano, Trump já fez uma série de críticas a Powell e cobrou publicamente a redução dos juros da economia dos EUA, o que ainda não ocorreu desde que o republicano tomou posse.

“As famílias estão sendo prejudicadas porque as taxas de juros estão muito altas e até mesmo o nosso país está tendo de pagar um juro mais elevado do que deveria por causa do ‘atrasado’”, escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social, nessa quarta-feira (23/7), referindo-se a Powell.

Na mensagem, o presidente dos EUA afirmou ainda que os juros da economia norte-americana deveriam “estar três pontos abaixo do nível atual”. “[Isso] Nos faria economizar US$ 1 trilhão por ano. Esse sujeito teimoso no Fed simplesmente não entende, nunca entendeu e nunca vai entender. O comitê deveria agir, mas não tem coragem para isso”, criticou Trump.

A elevação da taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Segundo dados divulgados na terça-feira pelo Departamento do Trabalho, a inflação nos EUA ficou em 2,7% em junho, na base anual, ante 2,4% registrados em maio. Na comparação mensal, o índice foi de 0,3%, ante 0,1% em maio.

O mandato de Jerome Powell à frente do BC norte-americano termina em maio de 2026 – caberá a Donald Trump fazer a indicação do sucessor. Na semana passada, em meio às pressões da Casa Branca sobre o Fed, o nome do atual secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi mencionado por Trump como possível candidato a sucessor de Powell à frente da autoridade monetária.

O próprio Scott Bessent reforçou as críticas de Trump a Powell e disse que a Casa Branca já iniciou um “processo formal” para encontrar o sucessor de Powell à frente da autoridade monetária.

Além de Bessent, segundo a imprensa especializada dos EUA, entre os favoritos para suceder Jerome Powell na presidência do Fed estão o ex-diretor Kevin Warsh; o chefe do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hasset; e o atual diretor do Fed Christopher Waller.

A diretoria do Federal Reserve é composta por sete integrantes que cumprem mandatos de 4 a 14 anos – todos são indicados pela Presidência dos EUA. A indicação para o cargo de presidente do Fed é definida pela Casa Branca e confirmada por uma votação no Senado norte-americano a cada 4 anos.

Em 2022, Jerome Powell foi indicado pelo então presidente dos EUA, Joe Biden, para um segundo mandato à frente do Fed. O entendimento majoritário nos EUA é o de que o presidente do Fed não pode ser removido do cargo sem que haja uma “justa causa”. Há, no entanto, um caso pendente de decisão pela Suprema Corte do país que remete a um precedente estabelecido há 90 anos, em 1935.

Banco Central Europeu não mexe nos juros

Outro destaque do dia é a reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que anunciou a nova taxa de juros.

Em sua última reunião, a autoridade monetária europeia havia reduzido as taxas de juros em 0,25 ponto percentual. Com isso, a taxa de depósito caiu de 2,25% para 2%; a de refinanciamento, de 2,4% para 2,15%, e a de empréstimos, de 2,65% para 2,4%.

Nesta quinta-feira, o BCE decidiu manter os juros no mesmo patamar pela primeira vez em mais de 1 ano, depois de oito cortes consecutivos, em meio às incertezas causadas pelo tarifaço comercial imposto pelo governo Trump.

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