Dólar e Bolsa caem com reunião Trump-Putin e tombo do Banco do Brasil

No dia anterior, o dólar fechou em alta de 0,32%, cotado a R$ 5,417. Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, caiu 0,24% no pregão

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Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar operava em queda na tarde desta sexta-feira (15/8), na última sessão do mercado na semana, em um dia no qual os investidores voltam as atenções para a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin.

No cenário doméstico, o mercado segue repercutindo os resultados da temporada de balanços do segundo trimestre deste ano, que entra na reta final.

O foco no pregão desta sexta é o desempenho das ações do Banco do Brasil. A instituição financeira registrou uma queda de 60% em seu lucro líquido obtido no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado.


Dólar

  • Às 14h40, o dólar caía 0,31%, a R$ 5,401.
  • Mais cedo, às 13h01, a moeda norte-americana recuava 0,4% e era negociada a R$ 5,396.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,414. A mínima é de R$ 5,384.
  • No dia anterior, o dólar fechou em alta de 0,32%, cotado a R$ 5,417.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,27% no mês e de 12,33% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), voltou a operar em queda no início da tarde.
  • Às 14h43, o Ibovespa recuava 0,42%, aos 135,7 mil pontos.
  • Na véspera, o indicador fechou o pregão em baixa de 0,24%, aos 136,3 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 2,47% em agosto e de 13,36% em 2025.

Trump e Putin frente a frente

O grande destaque desta sexta-feira é a reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin, em Anchorage, no Alasca (EUA), para uma cúpula que busca discutir possíveis caminhos para encerrar a guerra na Ucrânia. O encontro ocorre, em princípio, sem a presença de autoridades ucranianas.

Trump anunciou o encontro que chamou de “cara a cara” com Putin no fim da última semana, reacendendo a chances de um diálogo firme sobre o fim do conflito que já perdura há três anos no leste europeu.

O líder do Kremlin, entretanto, chega à reunião com o que considera sua primeira vitória: reconhecimento de que as tentativas ocidentais de isolá-lo fracassaram. Além disso, a escolha do Alasca favorece Moscou: é um território próximo à Rússia, distante do campo de batalha e carregado de simbolismo histórico, já que foi vendido aos EUA no século XIX.

Putin quer resultados concretos. O líder russo insiste em manter sob controle do país todas as áreas ocupadas nas regiões ucranianas de Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson, exigindo a retirada das forças de Kiev. A Ucrânia considera essas demandas inaceitáveis e acusa Moscou de preparar novas ofensivas.

Ataque de Trump ao Brasil

Nesta sexta-feira, os investidores também seguem repercutindo as declarações feitas por Trump na véspera, criticando o Brasil em meio à guerra tarifária global deflagrada pelos norte-americanos.

Ao comentar a relação comercial entre os dois países, o republicano classificou o Brasil como “um parceiro comercial horrível” e acusou o país de impor “tarifas enormes” contra produtos norte-americanos. “Eles também nos trataram mal como parceiros comerciais por muitos, muitos anos. Um dos piores, um dos piores países do mundo”, declarou.

Trump afirmou que o Brasil cobra tarifas muito superiores às aplicadas pelos EUA e que, antes, Washington praticamente não impunha taxas sobre os produtos brasileiros. Segundo ele, o país teria dificultado o comércio, motivo pelo qual passou a ser alvo de tarifas de 50% – o que, na sua avaliação, gerou insatisfação no Brasil, mas “era assim que funcionava”.

O líder norte-americano também fez nova defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “homem honesto” e vítima de perseguição política. “Quando eles pegam um presidente e o colocam na prisão ou estão tentando prendê-lo… Acho que o que fizeram é uma execução política. Ele ama o povo brasileiro e lutou muito por essas pessoas. Acho que isso é uma caça às bruxas e acho muito lamentável”, afirmou.

Não é a primeira vez que Trump se manifesta sobre o assunto. Em 15 de julho, ele associou publicamente a aplicação do tarifaço ao julgamento de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dois dias depois, divulgou uma carta, com timbre da Casa Branca, em que pediu o fim imediato do processo contra o ex-presidente e acusou o sistema de Justiça brasileiro de ser “injusto”.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro teria liderado uma organização criminosa voltada a desacreditar o sistema eleitoral, incitar ataques a instituições democráticas e articular medidas de exceção. O ex-presidente nega as acusações.

Também na quinta-feira (14/8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu as declarações de Trump sobre o Brasil. “Ele resolveu contar algumas mentiras sobre o Brasil. E nós estamos desmentindo. Ele disse que tinha prejuízo no comércio com o Brasil. Ele só tem lucro”, disse Lula.

O tombo do Banco do Brasil

De olho na divulgação dos balanços corporativos, os investidores repercutem nesta sexta os dados do Banco do Brasil referentes ao segundo trimestre deste ano.

O BB teve lucro líquido de R$ 3,8 bilhões, queda de 60,2% ante o registrado no mesmo período do ano passado. O balanço também mostrou que a margem financeira bruta no segundo trimestre foi de R$ 25,06 bilhões, queda de 1,9% em relação ao ano anterior. Já a receita de prestação de serviços somou R$ 8,8 bilhões, com queda de 1%.

O balanço financeiro divulgado pelo BB mostrou que a carteira ampliada de agronegócio da companhia recuou 0,3% entre abril e junho de 2025, na comparação com o mesmo períodoi do ano passado.

De acordo com os dados do BB, o valor da carteira diminuiu de R$ 406,2 bilhões para R$ 404,9 bilhões entre o segundo trimestre de 2024 e o segundo trimestre de 2025. Foi a primeira queda em dois anos, desde junho de 2023.

O Banco do Brasil também anunciou o corte da meta de crescimento de sua carteira de agro para este ano. Até então, a expectativa era a de uma alta entre 5% e 9%, mas ela diminuiu para um intervalo entre 3% e 6% em 2025. Nos últimos 12 meses, o crescimento acumulado da carteira é de 8%.

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