Dólar passa a cair e Bolsa dispara, com Caged e tarifas no radar

Na última sexta-feira (27/6), o dólar fechou em queda de 0,27% frente ao real, cotado a R$ 5,483. Ibovespa caiu 0,18%, aos 136,8 mil pontos

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O dólar inverteu o sinal e passou a operar em baixa nesta segunda-feira (30/6), na última sessão do mês de junho, em um dia no qual os investidores acompanham a divulgação de dados de emprego no Brasil pelo Ministério do Trabalho e continuam monitorando o noticiário envolvendo as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a diversos países.


Dólar

  • Às 15h14, o dólar caía 0,96%, a R$ 5,431.
  • Mais cedo, às 12h45, a moeda norte-americana recuava 0,68% e era negociada a R$ 5,446.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,505. A mínima é de R$ 5,424.
  • Na última sexta-feira (27/6), o dólar fechou em queda de 0,27% frente ao real, cotado a R$ 5,483.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 4,1% no mês e de 11,27% no ano.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em forte alta no pregão.
  • Às 15h18, o Ibovespa avançava 1,31%, aos 138,6 mil pontos.
  • No último pregão, o indicador fechou em queda de 0,18%, aos 136,8 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula perdas de 0,12% em junho e ganhos de 13,79% em 2025.

Caged

Nesta segunda-feira, no cenário doméstico, o principal destaque foi a divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pelo Ministério do Trabalho e Emprego, referentes ao mês de maio. O Brasil criou 148.992 vagas no mês passado.

Este é o maior número para o mês desde 2023, quando o país abriu 156,2 mil novos empregos, conforme dados da série histórica do Novo Caged. A marca recorde para os meses de maio é de 2022, com a abertura de 277,8 mil postos de trabalho formal.

O saldo de maio deste ano é decorrente de 2.256.225 admissões e 2.107.233 desligamentos. Na comparação ao mesmo período de 2024 (139.557), o resultado do mês representa um aumento de 6,76%.

No acumulado do ano (de janeiro a maio), foram abertas 1,051 milhão de vagas de emprego formal. No ano passado, o país acumulava 1,1 milhão de vagas de emprego com carteira assinada — o equivalente a uma queda de 4,90% em 2025.

O resultado de maio veio abaixo das estimativas do mercado. Segundo as projeções, o saldo de vagas de emprego com carteira assinada ficaria positivo em 171,8 mil.

Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os dados de desemprego em maio. A taxa de desocupação no país ficou em 6,2%, abaixo das projeções dos analistas, que eram de 6,4%. Em abril, o desemprego ficou em 6,6%.

A população desocupada (6,8 milhões) diminuiu 8,6% (menos 644 mil pessoas) em comparação com o trimestre de dezembro de 2024 a fevereiro de 2025 (7,5 milhões). Em relação ao mesmo período do ano anterior (7,8 milhões), houve queda de 12,3% (menos 955 mil pessoas).

Já a população ocupada (103,9 milhões) subiu 1,2% (mais 1,2 milhão de pessoas) no trimestre e 2,5% (mais 2,5 milhões de pessoas) no ano. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,5%, alta de 0,6% no trimestre (58%) e variando 1 ponto percentual no ano (57,6%).

Tarifas

No cenário internacional, em um dia sem a divulgação de indicadores econômicos relevantes, as atenções dos investidores seguem voltadas para as negociações entre EUA e diversos países em torno das tarifas comerciais.

Nesse domingo (29/6), o governo do Canadá anunciou que deve revogar os impostos que afetam empresas norte-americanas de tecnologia, em busca de um acordo comercial com Washington. O presidente dos EUA, Donald Trump, suspendeu as conversas com os canadenses em represália à cobrança das taxas.

Também no domingo, em entrevista exibida pelo programa Sunday Morning Futures, da Fox News, Trump afirmou que não deve prorrogar o prazo de 9 de julho para que os países alvos das tarifas fechem acordos comerciais com os EUA. “Eu poderia [prorrogar o prazo], sem problemas. Mas acho que não precisarei”, disse Trump.

Na sexta-feira, um dia depois de o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, ter anunciado um acordo comercial com a China, autoridades do regime de Pequim confirmaram o entendimento, indicando uma possível trégua na guerra tarifária entre as duas maiores economias do mundo.

No início do mês, representantes comerciais de EUA e China avançaram nas negociações em uma série de reuniões em Londres. “Nos últimos dias, após a aprovação, ambas as partes confirmaram detalhes sobre o acordo”, informou um porta-voz do Ministério do Comércio da China, por meio de um comunicado.

“A parte chinesa analisará e aprovará os pedidos elegíveis para exportação de itens controlados, de acordo com a lei. A parte americana, consequentemente, cancelará uma série de medidas restritivas tomadas contra a China”, prossegue a nota.

No começo do mês Donald Trump afirmou que os dois países haviam chegado a um acordo por meio do qual a China forneceria ímãs e minerais de terras raras e os EUA permitiriam a entrada de estudantes chineses em universidades.

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