Dólar fica estável e Bolsa sobe com euforia sobre fim da guerra no Irã
Moeda americana registrou alta de 0,17% frente ao real, a R$ 4,92, mantendo-se no menor patamar em mais de dois anos. Ibovespa subiu 0,50%
atualizado
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O dólar registrou leve alta de 0,17% frente ao real, cotado a R$ 4,92, nesta quarta-feira (6/5). Como a variação foi pequena, na prática, houve estabilidade no câmbio. Com o resultado, a moeda americana manteve-se pelo segundo dia seguido no menor patamar em 27 meses, ou seja, desde fevereiro de 2024.
Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,50%, aos 187.690,86 pontos. Na véspera, o indicador também subiu 0,62%, atingindo 186.753,82 pontos.
Nesta quarta-feira, o clima de otimismo contagiou os mercados, aumentando o apetite por ativos de risco por parte de investidores. Essa empolgação foi resultado de uma forte expectativa em torno de um acordo de paz definitivo entre os Estados Unidos e o Irã, fator que derrubou a cotação do petróleo no mercado mundial.
Petróleo
O barril do tipo Brent, a referência internacional, caiu 7,83%, cotado a US$ 101,27. O West Texas Intermediate (WTI, que baliza os preços nos Estados Unidos) recuou 7,03%, a US$ 95,08 por barril.
Euforia
Com as novas notícias do front no Oriente Médio, as bolsas globais registraram altas expressivas. O índice europeu Stoxx 600, com ações de empresas de 17 países do continente, encerrou as negociações com avanço de 2,22%. Já o DAX, de Frankfurt, subiu 2,12% e o CAC 40, de Paris, avançou 2,94%. Em Londres, o FTSE 100, que vinha caindo nas últimas sessões também apresentou valorização de 2,15%.
Em Wall Street, as elevações também foram generalizadas. Às 16h50, ela era de 1,49%, no S&P 500; de 1,31%, no Dow Jones; e de 2,05%, no Nasdaq, que concentra as ações de empresas de tecnologia. Note-se que S&P 500 e Nasdaq bateram novos recordes na sessão.
Análise
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, observa que o dólar abriu em queda na sessão, acompanhando a fraqueza global da moeda americana num ambiente de maior apetite por risco. Esse contexto foi alimentado pela redução das tensões entre Estados Unidos e Irã, associado à queda dos rendimentos das Treasuries, os títulos da dívida americana.
Por que o dólar subiu
“O movimento levou o dólar a testar mínimas em mais de dois anos, chegando a R$ 4,89, ampliando as perdas no ano”, diz o analista. “Ao longo da sessão, porém, o câmbio virou para alta devido a ajustes técnicos depois do forte rali recente do real, que parece se consolidar no intervalo entre R$ 4,90 e R$ 4,95.”
Shahini observa que a melhora no ambiente para ativos de risco e o fluxo externo positivo, em conjunto com o preço do petróleo ainda elevado somado à fraqueza do dólar a nível global, são fatores que estão dando suporte ao fortalecimento do real.
Leilão do BC
Nesta quarta-feira, o Banco Central (BC) vendeu em leilão 10 mil contratos de swap cambial reverso, num valor equivalente a US$ 500 milhões. Na prática, a operação representa um impulso de alta para o dólar no mercado futuro, que, por ser o mais líquido no Brasil, tende a puxar as cotações também no mercado à vista. Ou seja, a medida age para conter uma valorização acentuada do real.
Na contramão
O aumento da cotação do dólar frente ao real ocorreu na contramão do mercado global. De acordo com o índice DXY, a moeda americana perdeu força, anotando uma baixa de 0,48%, aos 98,02 pontos, em relação a uma cesta de seis divisas fortes globais (euro, iene, libra esterlina, dólar canadense, coroa sueca e franco suíço).
