Na véspera da “superquarta”, Bolsa bate novo recorde e dólar recua

No dia anterior, dólar terminou a sessão em baixa de 0,61%, cotado a R$ 5,3211, menor valor em 15 meses. Ibovespa bateu 2 recordes no pregão

atualizado

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Imagem de várias cédulas de dólar e real - Metrópoles
1 de 1 Imagem de várias cédulas de dólar e real - Metrópoles - Foto: Carol Smiljan/NurPhoto via Getty Images

O dólar operava em queda nesta terça-feira (16/9), na véspera da chamada “superquarta” – o dia em que serão conhecidas as taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, definidas pelo Banco Central (BC) e pelo Federal Reserve (Fed), respectivamente.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), voltou a bater seu recorde intradiário (durante o pregão) e renovou a máxima histórica, aos 144,5 mil pontos.

No cenário doméstico, o principal destaque da agenda econômica é a divulgação do índice de desemprego no país em julho deste ano.


Dólar

  • Às 14h52, o dólar caía 0,47%, a R$ 5,296.
  • Mais cedo, às 11h47, a moeda norte-americana recuava 0,21% e era negociada a R$ 5,31.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,322. A mínima é de R$ 5,292.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em baixa de 0,61%, cotado a R$ 5,3211. Foi o menor valor da moeda em 15 meses, desde junho do ano passado.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 1,86% no mês e de 13,89% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • Às 14h54, o Ibovespa avançava 0,22%, aos 143,8 mil pontos.
  • Na máxima do pregão até aqui, o índice cravou 144.584,09 pontos, novo recorde histórico.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,9%, aos 143,5 mil pontos. Foi o recorde histórico de fechamento do índice, que também havia cravado a maior marca intradiária até então.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 1,44% em setembro e de 19,27% em 2025.

Expectativa por corte de juros nos EUA

As atenções dos investidores seguem voltadas para as decisões de política monetária no Brasil e nos EUA. “Superquarta” é o termo usado no mercado financeiro para o dia em que coincidem as divulgações das taxas básicas de juros nos dois países.

É o caso dessa quarta-feira (17/9), data na qual tanto o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), quanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), anunciam o resultado de suas reuniões, que começam na terça-feira (16/9).

A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central (BC) para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Quando o Copom aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Ao reduzir a Selic, por outro lado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Na última reunião do Copom, no fim de julho, a autoridade monetária decidiu interromper o ciclo de alta e manteve os juros inalterados, em 15% ao ano. A tendência é que isso se repita nesta semana. A reunião do colegiado começa nesta terça e será concluída na quarta-feira.

Já nos EUA, o Fed também não mexeu na taxa, que foi mantida no intervalo entre 4,25% e 4,5% ao ano. Neste momento, 100% dos analistas do mercado trabalham com o cenário de queda dos juros na quarta-feira. A dúvida é se o corte será de 0,25 ou de 0,5 ponto percentual.

Desemprego no Brasil

Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desocupação no trimestre encerrado em julho de 2025 foi a menor da série histórica iniciada em 2012, em 5,6%.

O índice recuou um ponto percentual em relação ao trimestre móvel anterior (6,6%) e 1,2 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2024 (6,9%).

A população desocupada (6,118 milhões) teve queda de 14,2% (ou menos 1 milhão de pessoas) no trimestre e caiu 16% (menos 1,2 milhão de pessoas) no ano.

Já a população ocupada (102,4 milhões) foi recorde da série histórica, crescendo nas duas comparações: 1,2% (mais 1,2 milhão) no trimestre e 2,4% (mais 2,4 milhões) no ano.

De acordo com o IBGE, o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) permaneceu no percentual recorde: 58,8%, subindo nas duas comparações: 0,6 ponto percentual no trimestre (58,2%) e 0,9 ponto percentual (57,9%) no ano.

O levantamento mostrou ainda que o número de empregados com carteira assinada no setor privado foi o novo recorde da série (39,1 milhões), com estabilidade no trimestre e alta de 3,5% (mais 1,3 milhão de pessoas) no ano. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,5 milhões), por sua vez, ficou estável nas duas comparações.

Segundo o IBGE, o número de empregados no setor público (12,9 milhões) foi o novo recorde, crescendo nas duas comparações: 3,4% (mais 422 mil pessoas) no trimestre e 3,5% (mais 434 mil) no ano.

Outros dados

Ainda nesta terça-feira, os investidores repercutem outros indicadores sobre a economia dos EUA. O dia é marcado pela divulgação de dados sobre consumo, produção e empresas. O mercado também acompanha números relativos às vendas do comércio varejista norte-americano em agosto.

Ainda nos EUA, são divulgados dados sobre a produção industrial em agosto, além dos estoques empresariais de julho.

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