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Economia

Copom encerra ciclo de alta e mantém taxa Selic em 15% ao ano

Copom decidiu manter taxa Selic em 15% ao ano. Decisão ocorreu após sete aumentos consecutivos

30/07/2025 18:36, atualizado 30/07/2025 19:08
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Imagem aérea do Banco Central BC em Brasília - Metrópoles

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (30/7), encerrar o ciclo de altas da taxa básica de juros do país, a Selic. A taxa foi mantida em 15% ao ano, após sete aumentos consecutivos.

O ciclo de aperto monetário teve início em setembro do ano passado, quando o comitê decidiu interromper o ciclo de cortes e elevar a Selic, que passou dos então 10,50% ao ano para 10,75% ao ano.

A taxa de juros, de 15% ao ano, ficará vigente pelos próximos 45 dias.

Decisão do Copom

Os diretores do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic. Isso porque é missão do BC controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país, que seguem subindo mas com menos força.

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Imagem colorida de membros do Copom do BC em 2025 - Metrópoles

BC tinha sinalizado interrupção no ciclo de altas

Na reunião de junho, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa de juros de 14,75% ao ano para 15% ao ano. Com isso, a Selic chegou ao patamar mais elevado em quase 20 anos. Conforme dados da série histórica, a taxa de juros é a maior desde julho de 2006, época do fim do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na última ata, o comitê ressaltou que o ciclo de altas foi “rápido e firme”, mesmo tendo sido iniciado em setembro do ano passado. E, por esse motivo, decidiu antecipar a interrupção do ciclo de alta dos juros e observar os efeitos do aperto monetário para, assim, avaliar se a taxa Selic atual é apropriada para assegurar a convergência da inflação à meta.


Entenda a situação dos juros no Brasil

  • A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação.
  • Os integrantes do Copom são responsáveis por decidir se vão cortar, manter ou elevar a taxa Selic. Uma vez que a missão do BC é controlar o avanço dos preços de bens e serviços do país.
  • Ao aumentar os juros, a consequência esperada é a redução do consumo e dos investimentos no país.
  • Dessa forma, o crédito fica mais caro e a atividade econômica tende a desaquecer, provocando queda de preços para consumidores e produtores.
  • Projeções mais recentes mostram que o mercado desacredita em um cenário em que a taxa de juros volte a ficar abaixo de dois dígitos durante o governo Lula (PT) e o mandato de Galípolo à frente do BC.
  • A próxima reunião do Copom está prevista para os dias 16 e 17 de setembro.

À época, a diretoria do BC ainda avaliou que “grande parte dos impactos da taxa mais contracionista ainda está por vir”. “Determinada a taxa apropriada de juros, ela deve permanecer em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado devido às expectativas desancoradas”, explicou na ata de junho.

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Expectativas do mercado para a Selic

Analistas do mercado financeiro, consultados semanalmente no

relatório Focus

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, estimam que a taxa básica de juros, a Selic, feche o ano em 15% ao ano. Ou seja, não há expectativa de novos aumentos na taxa.

As estimativas para os próximos anos também seguem as mesmas, confira abaixo:

  • Para 2026, os analistas projetam uma Selic de 12,50% ao ano.
  • Para 2027, a previsão da taxa de juros é de 10,50% ao ano.
  • Para 2028, a estimativa continua em 10% ao ano.

As previsões indicam que o mercado não crê que a taxa Selic fique abaixo de dois dígitos até o fim do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2026, e sequer do atual mandato de Gabriel Galípolo à frente do BC, que termina em 2028.

Calendário do Copom

— Reuniões em 2025:

  • 28 e 29 de janeiro
  • 18 e 19 de março
  • 6 e 7 de maio
  • 17 e 18 de junho
  • 29 e 30 de julho
  • 16 e 17 de setembro
  • 4 e 5 de novembro
  • 9 e 10 de dezembro

— Reuniões em 2026:

  • 27 e 28 de janeiro
  • 17 e 18 de março
  • 28 e 29 de abril
  • 16 e 17 junho
  • 4 e 5 de agosto
  • 15 e 16 de setembro
  • 3 e 4 de novembro
  • 8 e 9 de dezembro