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Ibovespa dispara e bate novo recorde histórico. Dólar cai a R$ 5,30

Mais cedo, o Ibovespa renovou sucessivamente suas máximas históricas. Às 14h48, marcou 144.193,58 pontos. Dólar chegou a R$ 5,30 na mínima

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Imagem desfocada do painel da Bolsa de Valores do Brasil, a B3, com os números que refletem o desempenho das ações negociadas - Metrópoles
1 de 1 Imagem desfocada do painel da Bolsa de Valores do Brasil, a B3, com os números que refletem o desempenho das ações negociadas - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), voltou a bater um recorde histórico intradiário (durante o pregão) na tarde desta segunda-feira (15/9), abrindo uma semana marcada pela decisão sobre a taxa de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.


Ibovespa

  • Às 15h20, o Ibovespa avançava 1,27%, aos 144 mil pontos.
  • Mais cedo, o indicador renovou sucessivamente suas máximas históricas. Às 14h48, marcou 144.193,58 pontos, o maior patamar já registrado.
  • No último pregão da semana passada, o indicador fechou em baixa de 0,61%, 142,2 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 0,6% no mês e de 18,28% no ano.

Dólar

  • Às 15h19, o dólar caía 0,67%, a R$ 5,319.
  • Mais cedo, às 14h20, a moeda norte-americana recuava 0,65% e era negociada a R$ 5,319.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,35. A mínima é de R$ 5,309.
  • Na última sexta-feira (12/9), o dólar terminou a sessão em queda de 0,71%, cotado a R$ 5,354, o menor valor desde junho do ano passado.
  • Com o resultado, o dólar acumula perdas de 1,26% em setembro e de 13,37% no ano frente ao real.

Semana de Fed e Copom

“Superquarta” é o termo usado no mercado financeiro para o dia em que coincidem as divulgações das taxas básicas de juros no Brasil e nos EUA.

É o caso dessa quarta-feira, data na qual tanto o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), quanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), anunciam o resultado de suas reuniões, que começam na terça-feira (16/9).

A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central (BC) para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Quando o Copom aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Ao reduzir a Selic, por outro lado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Na última reunião do Copom, no fim de julho, a autoridade monetária decidiu interromper o ciclo de alta e manteve os juros inalterados, em 15% ao ano. A tendência é que isso se repita nesta semana.

Já nos EUA, o Fed também não mexeu na taxa, que foi mantida no intervalo entre 4,25% e 4,5% ao ano. Neste momento, 100% dos analistas do mercado trabalham com o cenário de queda dos juros na quarta-feira. A dúvida é se o corte será de 0,25 ou de 0,5 ponto percentual.

Dados da China

No cenário internacional, os investidores repercutem indicadores econômicos da China, que mostraram o aprofundamento da desaceleração no gigante asiático.

As vendas do comércio varejista chinês recuaram 3,4% em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado, abaixo da estimativa de 3,9%. A produção industrial, por sua vez, cresceu 5,2%, desacelerando em relação aos 5,7% do mês anterior – foi o menor ritmo de expansão desde agosto de 2024.

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