Dólar sobe com Galípolo, Caged e Petrobras em foco. Bolsa bate recorde
Na véspera, o dólar terminou a sessão em baixa de 0,77%, cotado a R$ 5,335. Ibovespa, que bateu recorde, subiu 1,7%, aos 158,5 mil pontos
atualizado
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Em um dia de liquidez reduzida por causa do feriado nos Estados Unidos (Dia de Ação de Graças), o dólar operava em alta nesta quinta-feira (27/11), com os investidores voltando suas atenções ao noticiário econômico doméstico.
O mercado se concentra na divulgação dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), pelo Ministério do Trabalho e Emprego, um dos indicadores levados em consideração pelo Banco Central (BC) para definir a taxa básica de juros no país, a Selic.
Ainda nesta quinta-feira, os investidores acompanham a participação do presidente do BC, Gabriel Galípolo, em um evento promovido pelo Itaú, em São Paulo. As atenções também se voltam para a Petrobras, que divulga seu plano de negócios para o período de 2026 a 2030.
Dólar
- Às 15h04, o dólar subia 0,21%, a R$ 5,346.
- Mais cedo, às 13h12, a moeda norte-americana avançava 0,17% e era negociada a R$ 5,344.
- Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,355. A mínima é de R$ 5,329.
- Na véspera, o dólar terminou a sessão em baixa de 0,77%, cotado a R$ 5,335.
- Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 0,84% no mês e de 13,68% no ano frente ao real.
Ibovespa
- O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava perto da estabilidade no pregão.
- Às 15h08, o Ibovespa recuava 0,05%, aos 158,4 mil pontos.
- Mais cedo, logo no começo da sessão, o indicador renovou sua máxima histórica, cravando 158.863,95 pontos.
- No dia anterior, o indicador fechou o pregão em forte alta de 1,7%, aos 158,5 mil pontos e bateu o que era, então então, o recorde intradiário (durante o pregão), com 158,7 mil pontos, e também a máxima histórica de fechamento.
- Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 6,03% em novembro e de 31,82% em 2025.
Falas de Galípolo
Mais uma vez, o mercado financeiro estará atento às declarações do presidente do BC, Gabriel Galípolo, em meio à expectativa pela próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, nos dias 9 e 10 de dezembro.
Galípolo fará uma palestra no seminário “Perspectivas 2026”, promovido pela Itaú Asset Management, em São Paulo. Ainda nesta quinta, o chefe da autoridade monetária participa, por teleconferência, da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).
Na última segunda-feira (24/11), Galípolo esteve em São Paulo e participou do Almoço Anual dos Dirigentes de Bancos promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Na ocasião, ele afirmou que não se incomoda com as críticas à política monetária e que é importante que a autarquia “não se emocione” diante de pressões ou eventual descontentamento por causa do rumo da taxa básica de juros da economia brasileira.
“O BC, ao longo deste ano, diferentemente de outros casos, foi muito desafiado naquilo que é o seu mandato central. Se o BC fizer um bom trabalho, ele geralmente vai ser criticado pelo dois extremos, pelas duas posições”, disse o chefe da autoridade monetária.
Segundo o presidente do BC, apesar de eventuais críticas, “a política monetária está funcionando”. “É importante que o BC não se emocione e não seja uma instituição preocupada em fazer movimentos em termos de mídia ou mobilização, mas em cumprir aquilo que é o seu mandato”, disse Galípolo.
Na última reunião do Copom, no início do mês, a autoridade monetária manteve os juros inalterados, em 15% ao ano. O Brasil tem a quarta maior taxa nominal de juros do mundo e é o vice-líder no ranking global dos juros reais (a taxa nominal descontada a inflação). O mercado já vem projetando o início do ciclo de corte da Selic para o início do ano que vem.
Caged
Outro destaque da agenda econômica doméstica nesta quinta é a divulgação dos dados oficiais de emprego referentes ao mês de outubro pelo Ministério do Trabalho.
Em outubro, o Brasil criou 85.147 novas vagas de emprego formal, ou seja, com carteira assinada, em setembro, segundo os dados do Caged. O resultado é o menor desde março de 2025, quando o país registrou 79 mil novos empregos, e o menor para o mês de outubro desde 2020.
O saldo de outubro é decorrente de 2.271.460 admissões e 2.185.313 desligamentos. Do total, 67,7% dos postos foram considerados típicos, e 32,3% não típicos, com destaque para trabalhadores intermitentes (+15.056) e trabalhadores com jornada de até 30 horas semanais (+10.693).
No acumulado do ano (de janeiro a outubro), foram abertas 1.800.650 vagas de emprego formal, o valor é 15,3% menor do que o registrado no mesmo período de 2024 (2.126.843).
No mês, apenas dois dos cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos, sendo, serviços e comércio, com 0,3% e 0,2%, respectivamente.
A média das estimativas dos analistas do mercado indicava que o Brasil criaria cerca de 105 mil novas vagas formais de emprego em outubro.
Petrobras
A Petrobras também chama atenção do mercado nesta quinta-feira, com a divulgação, após o fechamento da Bolsa, do seu plano de negócios para o período de 2026 a 2030. A expectativa da maioria dos investidores é a de que a companhia reduza seus investimentos para os próximos anos.
O plano atual da Petrobras, válido para 2025-2029, prevê um total de investimentos de US$ 111 bilhões (R$ 592,2 bilhões), dos quais US$ 98 bilhões (R$ 523 bilhões) em carteira de implantação e US$ 13 bilhões (R$ 69,4 bilhões) em carteira de avaliação.
A última reunião do ano envolvendo a diretoria da estatal acontece nesta quinta. Os números do novo plano devem ser aprovados pelo Conselho de Administração.
