Dólar e Bolsa sobem com Haddad no Senado, serviços no Brasil e Powell

Na véspera, o dólar terminou a sessão em forte queda de 0,75%, cotado a R$ 5,462. Ibovespa, por sua vez, subiu 0,78%, aos 141,7 mil pontos

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1 de 1 Imagem de notas de dólares dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

O dólar ainda operava em alta, mas perdia força na tarde desta terça-feira (14/10), em um dia no qual os investidores acompanham com atenção declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e do presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), Jerome Powell.

Ainda nesta terça, o mercado financeiro repercute os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) referentes ao mês de agosto. Os números foram divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Dólar

  • Às 15h19, o dólar subia 0,04%, a R$ 5,464, praticamente estável.
  • Mais cedo, às 12h16, a moeda norte-americana avançava 0,71% e era negociada a R$ 5,502.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,519. A mínima é de R$ 5,458.
  • Na véspera, o dólar terminou a sessão em forte queda de 0,75%, cotado a R$ 5,462.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 2,65% no mês e perdas de 11,69% no ano frente ao real.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em alta no pregão.
  • Às 15h21, o Ibovespa avançava 0,16%, aos 142 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 0,78%, aos 141,7 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula baixa de 2,92% em outubro e alta de 17,84% em 2025.

Haddad no Senado

Nesta terça-feira, o ministro Fernando Haddad participa de uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal para esclarecer pontos a respeito do Projeto de Lei (PL) que trata da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil.

O texto foi aprovado por unanimidade pela Câmara dos Deputados e agora está sendo debatido pelos senadores. A medida, segundo o governo federal, tem o objetivo de promover a justiça tributária.

A proposta da equipe econômica prevê o aumento na faixa de isenção do IR, saindo de dois salários mínimos e alcançando quem recebe até R$ 5 mil mensais – ou R$ 60 mil anuais. O texto também estabelece que os mais ricos, aqueles que recebem acima de R$ 50 mil mensais, ou R$ 600 mil anuais, terão de pagar uma alíquota mínima de 10% de IR.

A ida do ministro ao Senado acontece uma semana após a derrota do governo na Medida Provisória (MP) alternativa ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto enviado pelo governo estabelecia uma série de medidas para ampliar a arrecadação, como tributação de títulos isentos, fintechs e bets. No entanto, após não ser votada no plenário da Câmara, a medida perdeu a validade.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Haddad afirmou que a queda da MP foi uma escolha consciente dos parlamentares de tirar direitos dos mais pobres e de proteger os privilegiados. De acordo com ele, o “lobby dos privilegiados” prevaleceu.

Em setembro, o ministro participou de uma audiência pública na Câmara para tratar das medidas do governo para ajudar os produtores rurais atingidos pela calamidade climática do Rio Grande do Sul. A sessão durou cerca de cinco horas e foi marcada por bate-bocas entre os parlamentares e ofensas a Haddad.

Nesta terça, Haddad afirmou que a compensação para a queda da MP alternativa ao IOF pode cortar valores superiores a R$ 7 bilhões das emendas parlamentares. O ministro explicou que as alternativas ainda serão apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Existem cenários em que o orçamento fica preservado. Existem cenários que podem alterar o orçamento. Vai depender da decisão do presidente”, disse o ministro aos jornalistas, ao chegar à sede do Ministério da Fazenda, em Brasília.

Haddad, no entanto, não quis antecipar nenhuma medida antes de se reunir com o presidente. O encontro deve acontecer ainda nesta semana.

Setor de serviços

Segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE, o setor de serviços no Brasil registrou uma leve alta de 0,1% em agosto deste ano, na comparação com o mês anterior. Foi o sétimo resultado positivo seguido, com alta acumulada de 2,6% no período. Com isso, o setor está 18,7% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e renova o ápice da série histórica.

Já na comparação com agosto do ano passado, o volume de serviços no país avançou 2,5%, a 17ª taxa positiva consecutiva. O acumulado no ano foi de 2,6% e, em 12 meses, houve alta de 3,1%, o que significou uma ligeira aceleração do ritmo de crescimento em relação ao acumulado até julho (3%).

A variação de 0,1% no volume de serviços foi acompanhada por quatro das cinco atividades, com destaque para os serviços profissionais, administrativos e complementares (+0,4%). Os demais avanços vieram de transportes (+0,2%), serviços prestados às famílias (+1%) e outros serviços (+0,6%). Por outro lado, informação e comunicação (-0,5%) foi a única baixa no mês.

Powell fala nos EUA

No cenário internacional, o grande destaque do dia fica por conta do presidente do Fed, Jerome Powell, que deve fazer um pronunciamento sobre as perspectivas da economia norte-americana. O mercado espera que a fala do chefe da autoridade monetária dos EUA dê alguma “pista” sobre a trajetória da taxa de juros no país.

Atualmente, os juros da economia norte-americana estão situados no intervalo entre 4% e 4,25% ao ano – após um corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, em setembro.

A expectativa da maioria dos analistas do mercado é a de que o BC dos EUA promova mais dois cortes de 25 pontos-base na taxa de juros até o fim deste ano. A próxima reunião do Fomc acontece nos dias 28 e 29 de outubro.

Além de Powell, devem falar nesta terça-feira outros integrantes do Fed, como Michelle Bowman, Christopher Waller e Susan Collins.

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