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Economia

Haddad: corte de emendas parlamentares pode ser maior que R$ 7 bilhões

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as decisões de compensação da queda da MP do IOF ainda devem passar pelo presidente

14/10/2025 08:43
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é ouvido pela comissão mista que analisa a Medida Provisória (MP) 1303 25, que tributa aplicações financeiras e ativos virtuais Metropoles

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (14/10) que a compensação para a queda da Medida Provisória (MP) alternativa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pode cortar das emendas parlamentares valores superiores a R$ 7 bilhões.

Haddad explicou que as alternativas ainda serão apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Existem cenários em que o orçamento fica preservado, existem cenários que podem alterar o orçamento. Vai depender da decisão do presidente”, disse o ministro, enquanto chegava na sede do Ministério da Fazenda, em Brasília.

O ministro, no entanto, não quis antecipar nenhuma medida antes de se reunir com o presidente. O encontro deve acontecer ainda essa semana, tendo em vista que Lula acabou de chegar de Roma, na Itália, onde estava em viagem diplomática.

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Entenda a crise da MP do IOF

O governo apresentou ao Congresso Nacional uma MP com uma série de medidas de arrecadação para fechar o orçamento em 2026. O texto incluía tributação de bets, fintechs e títulos incentivados. No entanto, após resistência dos parlamentares, a medida foi “desidratada” com o objetivo de ser votada na Câmara dos Deputados.

Sem acordo entre equipe econômica e parlamentares, o texto foi retirado da lista de votação da Câmara e perdeu a validade por estar próximo ao prazo de vencimento.

Agora, o governo estuda medidas alternativas para fechar as contas do próximo ano, sendo uma possibilidade, o corte de emendas parlamentares, o que causaria mais desgastes entre os congressistas.