Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Negócios

Dólar sobe apesar de recuo do preço do petróleo e à espera do Copom

Moeda americana registra avanço de 0,34% frente ao real, a R$ 5,08. Na quarta-feira (5/8), Copom anuncia valor da Selic. Bolsa cai

03/08/2026 09:41, atualizado 03/08/2026 14:52
Getty Images
Imagem colorida de maços de notas de dólares americanos, empilhadas umas sobre as outras - Metrópoles

O dólar opera em alta de 0,34% frente ao real, cotado a R$ 5,08, nesta segunda-feira (3/8). O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), registra baixa de 0,31%, aos 177,4 mil pontos (10h30). Ele está sendo puxado pela desvalorização de ações de grande peso no indicador, como Petrobras e Vale.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Pela manhã, os mercados reagiram de forma positiva ao anúncio da retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, embora as tentativas de um acordo de longo prazo entre os dois países tenham fracassado sucessivas vezes. No fim de semana, a Opep+ também confirmou o aumento da oferta mundial de petróleo em setembro.

Com isso, e diante da expectativa de um alívio da guerra no Oriente Médio, os preços do petróleo caem. O barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, recua 5,58%, a US$ 83,02. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, baixa 6,65%, a US$ 79,04.

Juros no Brasil

No ambiente interno, o fato de maior relevância da semana é a divulgação do valor da taxa básica de juros, a Selic. Ela ocorrerá ao final da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), na quarta-feira (5/8).

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

As apostas do mercado apontam, maciçamente, para uma queda de 0,25 ponto percentual da taxa. Se confirmado o corte, a Selic passará ao patamar de 14,00% ao ano.

Ação Japão-EUA

Os investidores também acompanham neste pregão os desdobramentos da intervenção conjunta entre Estados Unidos e Japão para sustentar o valor do iene nos mercados cambiais globais. A iniciativa, confirmada nesta segunda-feira pelos dois países,ocorreu a partir de quinta-feira (26/7) e se estendeu pelo dia seguinte.

O objetivo da iniciativa foi conter a desvalorização da moeda japonesa, que atingiu o menor valor em 40 anos. Tal queda pode ter impacto global. O Japão, por exemplo, é o maior detentor estrangeiro de títulos do Tesouro americano, os Treasuries.

Qualquer venda desses papéis para financiar intervenções no câmbio japonês pode pressionar o mercado de Treasuries, em um momento em que as preocupações com a inflação e a guerra no Irã já estão elevando os rendimentos desses papéis, considerados os mais seguros do mundo.