Dólar sobe apesar de recuo do preço do petróleo e à espera do Copom
Moeda americana registra avanço de 0,34% frente ao real, a R$ 5,08. Na quarta-feira (5/8), Copom anuncia valor da Selic. Bolsa cai

O dólar opera em alta de 0,34% frente ao real, cotado a R$ 5,08, nesta segunda-feira (3/8). O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), registra baixa de 0,31%, aos 177,4 mil pontos (10h30). Ele está sendo puxado pela desvalorização de ações de grande peso no indicador, como Petrobras e Vale.

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Ver todasPela manhã, os mercados reagiram de forma positiva ao anúncio da retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, embora as tentativas de um acordo de longo prazo entre os dois países tenham fracassado sucessivas vezes. No fim de semana, a Opep+ também confirmou o aumento da oferta mundial de petróleo em setembro.
Com isso, e diante da expectativa de um alívio da guerra no Oriente Médio, os preços do petróleo caem. O barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, recua 5,58%, a US$ 83,02. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, baixa 6,65%, a US$ 79,04.
Juros no Brasil
No ambiente interno, o fato de maior relevância da semana é a divulgação do valor da taxa básica de juros, a Selic. Ela ocorrerá ao final da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), na quarta-feira (5/8).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAs apostas do mercado apontam, maciçamente, para uma queda de 0,25 ponto percentual da taxa. Se confirmado o corte, a Selic passará ao patamar de 14,00% ao ano.
Ação Japão-EUA
Os investidores também acompanham neste pregão os desdobramentos da intervenção conjunta entre Estados Unidos e Japão para sustentar o valor do iene nos mercados cambiais globais. A iniciativa, confirmada nesta segunda-feira pelos dois países,ocorreu a partir de quinta-feira (26/7) e se estendeu pelo dia seguinte.
O objetivo da iniciativa foi conter a desvalorização da moeda japonesa, que atingiu o menor valor em 40 anos. Tal queda pode ter impacto global. O Japão, por exemplo, é o maior detentor estrangeiro de títulos do Tesouro americano, os Treasuries.
Qualquer venda desses papéis para financiar intervenções no câmbio japonês pode pressionar o mercado de Treasuries, em um momento em que as preocupações com a inflação e a guerra no Irã já estão elevando os rendimentos desses papéis, considerados os mais seguros do mundo.



