Dólar sobe mesmo com inflação abaixo do esperado e queda do petróleo
Moeda americana opera em alta de 0,14%, cotada a R$ 5,11. O IPCA-15 registrou elevação de 0,06% em julho, ante previsão de 0,20%

O dólar opera em alta de 0,14% frente ao real, cotado a R$ 5,11, nesta terça-feira (28/7). Como a variação é pequena, há estabilidade no câmbio. Na véspera, contudo, a moeda americana já havia registrado um avanço de 0,60% em relação à divisa brasileira.
Entre os principais vetores dos mercados de câmbio e ações, o fator Oriente Médio vem perdendo peso desde o fim de semana. Isso ocorre à medida que aumentam as expectativas de que o confronto entre os Estados Unidos e o Irã possa ter uma solução diplomática.

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Ver todasO fato, no entanto, é que tal perspectiva segue tênue e os entraves de escoamento da commodity permanecem no Estreito de Ormuz. Além disso, as autoridades iranianas negam de forma recorrente a existência de negociações com Washington.
Ainda assim, o preço do petróleo recua, embora a queda seja menos expressiva do que a registrada na véspera, quando chegou a baixar mais de 10%. Na manhã desta terça-feira, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, recuava 1,60%, a US$ 84,50. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, cai 1,26%, a US$ 81,57.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesJuros nos EUA
Agora, a atenção dos agentes econômicos está focada na reunião desta quarta-feira (29/7) do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). No encontro, será definida a nova taxa de juros dos Estados Unidos, atualmente fixada no intervalo entre 3,50% e 3,75%.
Entre analistas, não há dúvidas a respeito da provável manutenção desses valores (64,2% de possibilidades). A questão pendente, contudo, é o que o Fed vai sinalizar para a próxima reunião do Fomc, em setembro. Nesse caso, a tendência (55,4% de chances) é de uma alta de 0,25 ponto percentual, elevando a taxa para o intervalo entre 3,75% e 4,00%.
IPCA-15
No cenário interno, os investidores acompanharam a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial do país. Ele subiu 0,06% em julho, ante alta de 0,41% em junho. Os dados foram veiculados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano, o IPCA-15 acumula elevação de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%.
Os números vieram abaixo das projeções do mercado, que estimavam um avanço de 0,20% no mês e de 4,67% em 12 meses.
Juros no Brasil
Na avaliação de economistas do mercado, o resultado do IPCA-15, que ainda deve ser corroborado pela divulgação do indicador cheio do mês de julho, reforçou a previsão de mais um corte da taxa básica de juros do Brasil, a Selic. O novo valor será definido na próxima semana, na quarta-feira (5/8), em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC).



