Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Negócios

Dólar cai a R$ 5,05 e Bolsa dispara com Vale e WEG nesta quarta (22/7)

Ibovespa salta 2,44%, impulsionado por balanços e produção acima do esperado, enquanto petróleo avança e supera US$ 94

22/07/2026 18:07
Cris Faga/NurPhoto via Getty Images
Imagem colorida painel com cotações bolsa de valores - Metrópoles

O dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira (22/7), cotado a R$ 5,051. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), teve um dos melhores desempenhos das últimas semanas e avançou 2,44%, encerrando o pregão aos 177,5 mil pontos.

O dia foi marcado por um forte movimento de compra de ações na Bolsa brasileira, impulsionado principalmente pelo desempenho da Vale e da WEG. As duas empresas divulgaram resultados e indicadores operacionais que agradaram o mercado, ajudando a sustentar uma alta disseminada entre os principais papéis do índice.

Enquanto isso, o dólar recuou em meio à valorização das commodities e à melhora do humor dos investidores, apesar das incertezas relacionadas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Dólar recua e fecha no menor nível da semana

A moeda americana encerrou a sessão em queda após oscilar ao longo do dia. No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, também registrou leve recuo, de 0,08%, aos 101,12 pontos.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Segundo Marcos Bassani, especialista em investimentos da Boa Brasil Capital, os investidores seguem assimilando os efeitos das tarifas americanas anunciadas nos últimos dias.

“O dólar flutuou entre altas e baixas, acredito que seja por causa do início do tarifaço imposto pelo governo americano e os investidores digerindo melhor a situação”, afirmou Bassani.

O analista destaca ainda que o avanço do petróleo e o diferencial de juros continuam favorecendo a moeda brasileira.

Vale e WEG puxam forte alta da Bolsa

O principal destaque do pregão foi a Vale. As ações da mineradora avançaram 3,96% após a divulgação, na noite anterior, de dados de produção e vendas do segundo trimestre acima das expectativas do mercado.

“O principal gatilho foi a Vale, que divulgou ontem à noite um relatório de produção e vendas do segundo trimestre muito acima do esperado. Isso fez a ação disparar aproximadamente 3%, logo na abertura”, afirma Bassani.

A WEG também chamou atenção dos investidores. A companhia abriu a temporada de balanços da Bolsa brasileira e viu suas ações dispararem 10,05%.

O movimento positivo se espalhou por diversos setores. Petrobras avançou 2,39%, Bradesco subiu 2,29%, Ambev ganhou 2,09%, enquanto Braskem registrou valorização de 4,49%.

Com poucas exceções, o pregão foi amplamente favorável às ações brasileiras, sem quedas relevantes entre os papéis de maior peso do índice.

Petróleo amplia ganhos

O petróleo também voltou a registrar forte valorização nesta quarta-feira. O barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, subiu 3,36% e encerrou o dia cotado a US$ 94,07. Já o WTI avançou 2,95%, para US$ 86,83 por barril.

A alta continua refletindo as preocupações do mercado com a oferta global da commodity em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio, fator que tem beneficiado empresas do setor de óleo e gás nos últimos pregões.

Wall Street fecha sem direção única

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários encerraram o dia próximos da estabilidade. O S&P 500 caiu 0,14%, enquanto o Dow Jones recuou apenas 0,01%. Já o Nasdaq 100 perdeu 0,54%.

Segundo Bassani, os investidores permaneceram cautelosos à espera dos resultados de duas das empresas mais importantes do setor de tecnologia.

“Vejo que os investidores estão bastante atentos às divulgações dos balanços da Alphabet e da Tesla. Estão ansiosos para ver se o investimento bilionário em inteligência artificial teve, de fato, retorno”, analisou.

O analista avalia que o cenário segue marcado por cautela, apesar do forte desempenho da Bolsa brasileira nesta quarta-feira.

“Na minha visão, o cenário ainda é de cautela e pode mudar devido ao balanço das maiores empresas dos EUA, Alphabet e Tesla. Vale ficar de olho também na eleição de 2026, que já está entrando no radar do prêmio de risco doméstico”, concluiu Bassani.