Dólar cai e Bolsa sobe: petróleo afunda e volta para baixo de US$ 100
Expectativa de avanço na negociação entre EUA e Irã animou mercados. Moeda americana recuou 0,19%, a R$ 5,01, e Ibovespa avançou 0,91%
atualizado
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O dólar registrou leve queda de 0,19% frente ao real, cotado a R$ 5,01, nesta segunda-feira (25/5). O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,91%, aos 177,8 mil pontos.
Os mercados de câmbio e ações foram afetados pela expectativa crescente de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Sucessivas informações divulgadas ao longo do fim de semana apontaram para conversas concretas sobre uma possível suspensão dos combates entre os dois países, além da reabertura, ainda que parcial, do Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial.
Nesse cenário, o preço internacional da commodity desabou. O barril de petróleo do tipo Brent, a referência internacional, fechou em baixa de 9,77%, a US$ 93,42 (na sexta-feira, estava em US$ 103,54). O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, recuou 6,94, a US$ 89,90 por barril.
As bolsas europeias avançaram em bloco. O Stoxx 600, o principal índice de ações da Europa, fechou em alta de 1,03%, aos 631,57 pontos, perto da máxima histórica de 633 pontos obtida antes da guerra. O DAX, de Frankfurt, disparou 2,01% e o CAC 40, de Paris, subiu 1,76%.
A bolsa de Londres não funcionou por causa do feriado bancário no Reino Unido. As negociações à vista também permaneceram fechadas em Wall Street, assim como no mercado de Treasuries, por causa do feriado do Memorial Day (homenagem aos mortos das Forças Armadas americanas).
Análise
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, observa que o dólar operou nesta segunda-feira em queda, devolvendo parte da alta recente, em um ambiente de alívio geopolítico e menor aversão a risco. “A queda do petróleo e o recuo parcial dos prêmios de risco ajudaram a manter o dólar próximo da estabilidade ao redor de R$ 5,00, em um pregão de baixa liquidez e volume reduzido”, diz o analista.