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Negócios

Dólar cai e Bolsa sobe com mercado de bom humor com inflação

Moeda americana registrou alta de 0,47% frente ao real, cotado a R$ 5,17. Ibovespa avançou 0,87%, aos 171,9 mil pontos. Mas petróleo subiu

25/06/2026 17:42, atualizado 25/06/2026 18:09
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Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Imagem de notas de dólares dos Estados Unidos - Metrópoles

O dólar registrou queda de 0,47% frente ao real, cotado a R$ 5,17, nesta quinta-feira (25/6). O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em alta de 0,87%, aos 171,9 mil pontos.

Os mercados de câmbio e ações entraram no modo “bom humor” com a divulgação de dados considerados positivos sobre a inflação nos Estados Unidos e no Brasil. Houve novo foco de estresse, contudo, no Oriente Médio.

O petróleo voltou a subir nesta quinta-feira, depois de ter caído na véspera ao nível mais baixo desde o início da guerra. A cotação balançou depois de relatos de um ataque do Irã a um navio no Estreito de Ormuz, área de escoamento de cerca de um quinto da produção mundial da commodity.

Com isso, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, subiu 2,21%, a US$ 75,50. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, avançou 2,25%, a US$ 71,92 por barril.

Inflação nos EUA

Entre os fatos considerados positivos ao longo do pregão, o destaque foi para dados sobre inflação. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,4% em maio, segundo informações divulgadas pelo Bureau of Economic Analysis (BEA).

No acumulado em 12 meses até maio, a elevação ficou em 4,1%. Os números vieram dentro das previsões dos economistas.

Inflação no Brasil

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação do país, avançou 0,41% em junho, 0,21 ponto percentual abaixo da taxa de maio, que ficou em 0,62%. Em 12 meses, a elevação foi de 4,80%, segundo números veiculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os resultados ficaram ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, segundo levantamento da Reuters. As projeções eram de altas de 0,44% (foi de 0,41%) no mês e de 4,82% (ficou em 4,80%) em 12 meses.

Para analistas, a composição do índice foi positiva, pois mostrou uma desaceleração em itens importantes como alimentos e serviços. Tal leitura contribuiu para a queda dos juros futuros.

Análise

Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, afirma que a queda do dólar refletiu o alívio inflacionário inicial no Brasil e no exterior. “Pela manhã, a apreciação do real foi impulsionada pelo IPCA-15 de junho abaixo do consenso (0,41%) e pelo índice de preços PCE de maio nos Estados Unidos, que avançou 0,4% mensal, vindo em linha com as expectativas”, diz.

No entanto, à tarde, observa Girardi, os ganhos do real foram limitados pelas incertezas geopolíticas. “Os futuros do Brent reverteram a trajetória matinal de queda, depois do ataque a uma embarcação no Estreito de Ormuz”, afirma. “Novas reviravoltas no Oriente Médio que possam colocar em risco a recém-aberta rota por Ormuz podem impulsionar sentimentos de aversão a risco desfavoráveis ao real.”

Para Nicolas Gass, da GT Capital, a alta Bolsa foi um “movimento mais doméstico do que externo”. “O gatilho principal foi o IPCA-15, abaixo do esperado”, diz. “Houve um alívio nas curvas de juros e isso acabou ajudando bastante o Ibovespa.”

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