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Negócios

Dólar sobe e atinge R$ 5,18 com ata do Copom e menor apetite por risco

Moeda americana opera em alta de 0,78% sobre o real. O Ibovespa, o principal índice da B3, iniciou o pregão em queda, mas depois subiu

23/06/2026 10:58, atualizado 23/06/2026 12:22
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Costfoto/NurPhoto via Getty Images
Imagem colorida de maços de notas de dólar norte-americano

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (23/6) em alta de 0,78%, a R$ 5,18. Com isso, a moeda americana reduzia, ainda que parcialmente, o movimento de queda registrado na véspera, quando ela recuou 0,46%, cotada a R$ 5,14.

Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), registrava queda de 0,44%, aos 169,3 mil pontos às 10h45. A partir desse horário, o indicador começou a subir. Às 12h20, ele avançava 0,33%, aos 170,9 mil pontos.

Nesta terça-feira, um conjunto de incertezas ronda os mercados de câmbio e ações. Com isso, o chamado “apetite por risco”, como dizem os analistas de mercado, dos investimentos diminui. Em situações desse tipo, a tendência é de alta do dólar e queda das bolsas.

Guerra no Irã

No cenário externo, a principal fonte de alívio vem dos sinais de avanços nas negociações no Oriente Médio. Pelo menos é isso o que se conclui a partir das declarações do presidente americano, Donald Trump.

O republicano voltou a afirmar que o Irã concordou em se submeter ao “mais alto nível” de inspeções nucleares por um longo período. O problema é que Teerã, invariavelmente, nega esse tipo de informação.

Petróleo

Seja como for, o balanço geral do noticiário sobre a guerra pode ser definido como “positivo”. Isso porque o preço do petróleo está se mantendo em queda nos últimos dias, embora os ataques de Israel contra o Líbano não tenham cessado.

Às 10h30, o barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, caía 1,13%, a US$ 77,02. O tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, baixava 1,03%, a US$ 73,10.

Bolsas globais

No caso das bolsas, o clima está mais adverso para aportes de risco. As ações de empresas de tecnologia estão despencando com a venda desses papéis, provocada por novas dúvidas sobre a rentabilidade dos negócios ligados à inteligência artificial e depois da forte valorização das companhias do segmento.

Nesse campo, o maior baque foi registrado pelo índice Kospi, da Bolsa de Seul. Ele fechou em queda de 9,9%, depois das perdas de dois gigantes do país, a SK Hynix (uma fabricante de chips) e Samsung, que caíram mais de 12% na véspera, em Wall Street.

Nova York

Em Nova York, a queda era generalizada entre os principais índices das bolsas. Às 11 horas, ela atingia 0,86%, no S&P 500; 0,26%, no Dow Jones; e de 1,20%, no Nasdaq, que concentra ações de empresas do setor de tecnologia.

Ata do Copom

No ambiente interno, o mercado acompanhou a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC). O documento faz uma análise do cenário econômico para justificar a decisão tomada na quarta-feira (17/6), que resultou no corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros do Brasil, a Selic, atualmente fixada em 14,25%.

Na avaliação de analista, na prática, o documento indica que os juros podem permanecer altos no Brasil por mais tempo. Isso como resultado de uma deterioração do cenário para a inflação, além da vigência de pontos sensíveis não equacionados, como o conflito no Oriente Médio.

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