Dólar cai a R$ 5,12, menor valor em quase 2 anos. Bolsa recua

Moeda americana registrou queda de 0,60%. Já o Ibovespa, que chegou a bater o recorde durante a sessão, fechou em baixa, perto estabilidade

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1 de 1 Imagem de uma nota de dólar com um cifrão sobre ela - Metrópoles - Foto: Getty Images

Num pregão cheio de reviravoltas, o dólar à vista registrou queda de 0,60% frente ao real, a R$ 5,12, nesta quarta-feira (25/2). Essa foi a menor cotação da moeda americana desde 21 de maio de 2024, quando ela atingiu R$ 5,10. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 0,13%, aos 191.247,46 pontos. Como a variação foi pequena, o indicador ficou próximo à estabilidade.

Pouco antes das 13 horas, porém, o dólar chegou a anotar alta de 16%, a R$ 5,16. A volatilidade do Ibovespa foi maior. Às 10h40, ele disparou com alta de 0,39%, aos 192.228,63 pontos, alcançando novo recorde histórico durante a sessão.

Na avaliação de analistas, a puxada no início da manhã (tanto na queda do dólar como na alta do Ibovespa) foi resultado da repercussão da pesquisa eleitoral AtlasIntel/Bloomberg entre agentes econômicos.

O levantamento apontou um crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL), em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulações de um eventual segundo turno na corrida presidencial deste ano. O mercado tem se posicionado repetidas vezes a favor de uma candidatura de direita, que faça frente a Lula.

Realização de lucros

A seguir, depois do “efeito pesquisa” no mercado, tanto o ritmo de elevação do Ibovespa como a queda do dólar perderam força. Ocorreu, então, uma realização de lucros por parte dos investidores. Nesse caso, há venda de ações, quando os ganhos com os papéis atingem determinado patamar.

Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, no fim do pregão, a queda do dólar refletiu, notadamente, a melhora do ambiente internacional, com maior apetite por risco evidenciado pela alta dos principais índices globais de ações. Os principais índices subiam quer nos Estados Unidos, quer na Europa.

Recursos estrangeiros

“O contexto para o Brasil permanece positivo, apesar de o Ibovespa ter apresentado leve correção”, diz o analista. “O panorama favorável ao real é reforçado pelo ingresso de recursos estrangeiros no mercado brasileiro — que já somam cerca de R$ 38 bilhões na B3 desde janeiro — atraídos pelo diferencial de juros e pela continuidade do movimento de rotação geográfica/setorial global.”

No campo político, observa Shahini, a percepção de maior equilíbrio na disputa eleitoral contribuiu para a redução dos prêmios de risco, sustentando o fluxo para ativos locais. “No cenário externo, o mercado também assimilou de forma positiva a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos relacionada às tarifas comerciais, movimento que favorece economias exportadoras e amplia a pressão baixista sobre o dólar”, afirmou.

Pão de Açúcar

No Ibovespa, um dos destaques negativos foi o desempenho dos papéis do Grupo Pão de Açúcar (GPA), que despencaram na sessão. Eles chegaram a cair pouco mais de 8%, mas depois se recuperaram parcialmente, anotando, por volta das 15 horas, baixa de 4%.

A redução foi resultado de alerta divulgado pelo GPA ao mercado, na noite de terça-feira (25/2), informando ao mercado que existe uma “incerteza relevante” em relação à continuidade operacional da empresa.

A empresa afirmou que, no fim de 2025, apresentava um capital circulante líquido negativo de cerca de R$ 1,22 bilhão. O valor era decorrente de empréstimos e debêntures com vencimento em 2026, no montante de R$ 1,7 bilhão.

Ocorre que, mesmo com a melhora na geração positiva dos caixas operacionais e dos demais principais indicadores operacionais, o GPA continuou registrando prejuízo durante os últimos 3 meses de 2025.

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