Dólar sobe e Bolsa cai após euforia criada por pesquisa eleitoral

Moeda americana, que chegou a ser cotada a R$ 5,11, subiu para R$ 5,16. Ibovespa recua depois de alta histórica

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Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólar, empilhadas umas sobre as outras, com uma lupa sobre elas - Metrópoles - Foto: Faga Almeida/UCG/Universal Images Group via Getty Images

O dólar à vista passou a operar em alta no fim da manhã desta quarta-feira (25/2). Às 12h40, ele avançava 16%, cotado a R$ 5,16. No mesmo horário, o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), registrava queda de 0,27%, aos 190.978,09.

Esses resultados representaram uma forte guinada em relação ao início das operações, tanto do câmbio quanto do mercado de capitais. O dólar iniciou o dia em forte queda, quando chegou a ser cotado a R$ 5,11.

O Ibovespa, por sua vez, disparou depois das 10 horas, no começo do pregão. Às 10h38, ele havia disparado, com alta de 0,39%, aos 192.228,63 pontos, um novo recorde histórico anotado durante a sessão.

Pesquisa eleitoral

Na avaliação de analistas de mercado, a puxada observada no início da manhã (quer na queda do dólar, quer na alta do Ibovespa) foi resultado da repercussão da pesquisa eleitoral AtlasIntel/Bloomberg.

Ela mostrou um crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL), em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulações de um eventual segundo turno na corrida para a presidência da República.

Realização de lucros

A seguir, depois do “efeito pesquisa” no mercado, tanto o ritmo de elevação do Ibovespa como a queda do dólar perderam força, com a realização de lucros por parte dos investidores. Nesse caso, há venda de ações, quando os ganhos com os papéis atingem determinado patamar.

Fluxo estrangeiro

Pesquisa à parte, a tendência do comportamento dos mercados de câmbio e de ações no Brasil está, majoritariamente, sendo guiado pelo forte forte fluxo de investimento estrangeiro para mercados emergentes, provocado pelas incertezas sobre o regime tarifário dos Estados Unidos.

Uma nova tarifa global sobre produtos importados, de 10%, entrou em vigor nesta terça-feira (24/2) nos Estados Unidos. Isso depois de a Suprema Corte do país ter derrubado as sobretaxas anteriores, na sexta-feira (2/2).

O ingresso de recursos no Brasil oriundos do estrangeiro está favorecendo, notadamente, ações de peso no Ibovespa, como Petrobras, Vale e bancos. Ela também provoca a valorização do real.

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