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Negócios

Dólar cai a R$ 5,14 e Bolsa bate recorde com novas tarifas de Trump

No início da tarde, moeda americana recuava 0,46% frente ao real. O Ibovespa, principal índice da B3, superou os 191,4 mil pontos

24/02/2026 13:37, atualizado 24/02/2026 17:02
Getty Images
Imagem de notas de dólar - Metrópoles

O dólar, que iniciou o pregão desta terça-feira (24/2) em alta, reverteu a tendência e passou a operar em queda de 0,46%, cotado a R$ 5,14, às 13h10. Pouco depois, às 13h20, o Ibovespa acentuou o ritmo de elevação. Nesse horário, ele subia 1,39%, aos 191.486,22. Com essa marca, o principal índice da Bolsa brasileira (B3) bateu um novo recorde durante a sessão.

Na avaliação de João Vitor Saccardo, responsável pela mesa de renda variável da Convexa Investimentos, a mudança no mercado, em especial na B3, é resultado do maior fluxo de recursos de fora do país.

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A participação dos estrangeiros no volume financeiro da B3 já é de cerca de 62%. Os investidores institucionais (pessoas jurídicas que administram grandes volumes de capital de terceiros) detêm 23% desse quinhão e os individuais, 11%. O restante é dividido entre instituições financeiras e outras fontes de aportes.

Nesta quarta-feira, o Ibovespa também pode ser beneficiado pela volta da China do feriado do Ano Novo Lunar. A perspectiva é de que o preço de commodities, caso do minério de ferro, avance, favorecendo, assim, empresas brasileiras do setor.

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Incertezas

Os mercados, porém, ainda vivem em regime de incertezas. Elas incluem o início da vigência das novas tarifas globais de 15% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a tensão entre Washington e Teerã, além dos temores relação aos investimentos em inteligência artificial (IA) por parte das “big techs”, o que provocado fortes oscilações nas bolsas americanas.

Nesta terça-feira, alguns desses temas devem ser  tratados por Trump no discurso do “Estado da União”. A cerimônia é uma tradição da política americana, na qual o presidente apresenta ao Congresso um balanço do governo e as prioridades para o ano.

Vaivém das tarifas

Em relação às tarifas, o imbróglio é tal que a União Europeia suspendeu nesta segunda-feira (24/2) o processo de implementação do acordo comercial entre o bloco e os EUA. A medida foi tomada pela Comissão de Comércio Internacional do Parlamento Europeu e será mantida até que o novo regime tarifário seja esclarecido.

Na sexta-feira (20/2), a Suprema Corte dos EUA derrubou o tarifaço de Trump, que vinha sendo praticado desde 2025. No sábado (21/2), o republicano anunciou que, apesar da decisão do tribunal, iria fixar sobretaxas globais de 10%. No domingo (22/2), ele aumentou esse percentual para 15%.

Para complicar o quadro, a nova taxa começa a valer nesta terça-feira, mas a que entrou em vigor foi a de 10%. Ela tem prazo de duração de 150 dias, que pode, no entanto, ser ampliado.

Mercado global

Nesta manhã, o câmbio no Brasil segue o movimento global. Às 10h40, o dólar também subia 0,19%, na comparação com uma cesta de seis moedas fortes (como o euro, iene e a libra esterlina), de acordo com o índice DXY.

Já os principais índices das bolsas de Nova York, também às 10h40, estavam em queda. O recuo era de 1,04% para o S&P 500, de 1,66 no caso do Dow Jones e de 1,66% do Nasdaq, que concentra as ações das empresas de tecnologia. No fim da manhã, contudo, eles começaram a operar em alta.