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Negócios

Dívida do Brasil deve chegar a 98% do PIB em 5 anos, projeta FMI

Em 2025, segundo o FMI, dívida pública do Brasil será a quarta maior de um grupo composto por 38 países emergentes

15/10/2025 11:39, atualizado 15/10/2025 17:31
Andrew Harnik/Getty Images
Imagem de reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) - Metrópoles

A dívida pública bruta do Brasil deve continuar subindo nos próximos anos, até superar 98% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2030. As estimativas foram divulgados nesta quarta-feira (15/10) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os dados constam do relatório do Monitor Fiscal, publicado em paralelo à reunião anual entre o FMI e o Banco Mundial, em Washington (Estados Unidos).

Segundo as projeções do órgão, a dívida pública bruta do Brasil avançará para 98,1% do PIB em 2030, no encerramento do próximo governo.

O percentual vai subir de 87,3% do PIB, registrado no ano passado, para 91,4% em 2025, de acordo com o FMI. Trata-se de um patamar bem acima da média estimada pela entidade para os países emergentes neste ano (73,9% do PIB).

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Há seis meses, os indicadores do FMI apontavam para uma dívida bruta correspondente a 92% do PIB em 2025 e 99,4% em 2030. Portanto, segundo o órgão, houve uma ligeira melhora nas expectativas, embora o cenário traçado ainda seja alarmante.

A dívida bruta de 91,4% do PIB projetada para o Brasil neste ano é a quarta maior de um grupo composto por 38 países emergentes sobre os quais há dados disponíveis.

Acima desse patamar de dívida em relação ao PIB, aparecem apenas o Bahrein (142,5%), a Ucrânia (108,6%) e a China (96,3%).

Déficit

Ainda de acordo com o relatório divulgado pelo FMI, não houve grandes mudanças em relação às estimativas para o resultado primário do Brasil em relação às projeções feitas em abril deste ano.

Segundo o FMI, o país deve registrar um déficit de 0,6% do PIB em 2025 e de 0,4% em 2026. A partir de 2027, no primeiro ano do próximo governo, esse indicador ficaria no azul, com superávit de 0,3% do PIB – até chegar a 1,4% do PIB em 2030.

O resultado primário é a diferença entre as receitas e despesas do governo, com exceção dos gastos com juros da dívida pública. Se as receitas são maiores que as despesas, há superávit primário. Se as despesas superam as receitas, há déficit.