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Negócios

Copel é privatizada em operação que pode chegar a R$ 5,2 bilhões

A oferta de ações para a privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) foi precificada a R$ 8,25 por papel, com ágio de 5%

Fábio Matos09/08/2023 09:33, atualizado 09/08/2023 10:03
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Copel/Divulgação
Fachada na cor laranja de prédio da Copel - Metrópoles

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) foi privatizada, na terça-feira (8/8), em uma operação que deve alcançar R$ 5,2 bilhões.

A oferta de ações para a privatização da empresa paranaense foi precificada a R$ 8,25 por papel, o que representa um ágio de 5% em relação ao preço de referência estabelecido pela companhia no lançamento da oferta, no dia 26 de julho (de R$ 7,85 por ação).

No pregão de terça-feira (8/8) da bolsa de valores, a ação da Copel fechou negociada a R$ 8,31. A privatização da Copel é uma das maiores operações do mercado de capitais brasileiro em 2023, informou a companhia.

Também foi oferecido um lote suplementar, que corresponde a até 15% das ações ofertadas e poderá ser exercido pelos agentes até o dia 7 de setembro. Caso seja, de fato, exercido, o valor total da operação seria de R$ 5,2 bilhões.

A privatização da Copel foi feita nos mesmos moldes do que ocorreu com a Eletrobras, com mecanismos como a limitação a 10% do poder de voto de acionista ou grupo de acionistas e o chamado “golden share”, que dá ao governo do Paraná o poder de veto em determinadas situações.

Assim como aconteceu na privatização da Eletrobras, o negócio envolveu a renovação de concessão de hidrelétricas. Com isso, a União, como poder concedente das usinas, também receberá recursos com o processo de privatização.

Trata-se da primeira privatização com oferta de ações em bolsa desde a Eletrobras, no ano passado, operação que movimentou R$ 34 bilhões.

A privatização da Copel

A privatização da Copel é uma promessa da atual gestão paranense, do governador Ratinho Júnior (PSD), reeleito no ano passado. A Copel é hoje uma empresa de economia mista, com parte das ações já ofertada na bolsa, mas que tem o controle do governo paranaense.

Antes da nova oferta de ações, o estado do Paraná detinha quase 70% das ações ordinárias (que dão direito a voto) na Copel, enquanto o BNDESPar possuía outros 12,4%.

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