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Com resultado ruim, ações da Raízen despencam na Bolsa e valem R$ 1

Por volta das 15h10 (pelo horário de Brasília), os papéis da Raízen tombavam 14,17% e eram negociados a pouco mais de R$ 1 na Bolsa

atualizado

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Imagem de fábrica da Raízen - Metrópoles
1 de 1 Imagem de fábrica da Raízen - Metrópoles - Foto: Divulgação/Raízen

As ações da Raízen, uma das gigantes do agronegócio brasileiro no setor de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, estão entre as maiores perdas do pregão desta quinta-feira (14/8) da Bolsa de Valores do Brasil (B3).

Por volta das 15h10 (pelo horário de Brasília), os papéis da companhia tombavam 14,17% e eram negociados a pouco mais de R$ 1 (R$ 1,03). A queda das ações da Raízen chegou a 15% durante a sessão.

No acumulado do ano até aqui, a desvalorização dos papéis da empresa é de cerca de 50% e está nos patamares mínimos desde a abertura de capital da Raízen, em 2021.

Endividamento preocupa

De acordo com analistas do mercado, o maior motivo de preocupação dos investidores envolve o endividamento da companhia. Os resultados da Raízen referentes ao primeiro trimestre da safra 2025/2026 foram considerados decepcionantes.

No período, segundo balanço financeiro divulgado pela empresa, houve prejuízo líquido de R$ 1,8 bilhão. A companhia reverteu o lucro de R$ 1,1 bilhão registrado no mesmo período da safra anterior (2024/2025).

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Raízen ficou em R$ 1,9 bilhão, com uma queda anual de 23,4%. O resultado veio abaixo da estimativa média do mercado, que era em torno de R$ 2,16 bilhões.

A dívida líquida da Raízen soma R$ 49,2 bilhões, o que representa um aumento de 56% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Os maus resultados refletem dificuldades que vêm sendo enfrentadas pela empresa nos últimos meses, como a quebra de safra e problemas na moagem, além de um forte aumento das despesas financeiras.

O que diz a Raízen

De acordo com a Raízen, o crescimento da dívida é resultado de uma “limpeza” no balanço, com a substituição das chamadas “dívidas ruins” e de curto prazo por dívidas de longo prazo.

Em meio ao aumento do risco financeiro e aos juros em patamar elevado, a empresa afirmou que busca formas de capitalização.

“Não temos nem detalhes nem a certeza de uma potencial operação. O que a gente tem é uma conversa ativa que envolve os controladores, Shell e Cosan, para avaliar mecanismos de acelerar essa jornada e reduzir o risco”, afirma o CFO da Raízen, Rafael Bergman.

Por meio de um comunicado, a companhia informou que o eventual aporte pode ser feito pelos próprios acionistas. Também há a possibilidade de que novos investidores entrem no circuito.

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