Com dívida de R$ 35 bilhões, Oi pode sofrer intervenção pela Anatel
Segundo o Estadão, a Anatel pode afastar toda a diretoria da Oi e assumir o comando dos negócios, para afastar a hipótese de risco sistêmico

À beira de uma nova recuperação judicial e com dívidas que somam R$ 35 bilhões, a Oi pode sofrer intevernção pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, um diretor da agência teria classificado a chance de uma intervenção na empresa de telefonia como seis, em uma escala de zero a dez.

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Ver todasA Oi ingressou, na semana passada, com uma ação de tutela de urgência cautelar, um pedido para se proteger do pagamento e execução de dívidas por 30 dias. Essa ferramenta jurídica costuma ser uma etapa prévia ao pedido de recuperação judicial.
De acordo com o documento apresentado à Justiça, a Oi não possui recursos suficientes para pagar uma dívida que vence no dia 5 de fevereiro, com “mais de US$ 82 milhões devidos a título de juros para os bondholders”. Isso levaria ao vencimento antecipado “da quase totalidade da dívida financeira” da companhia, o que justificaria o pedido de proteção judicial.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA intervenção está prevista no regulamento da Anatel, em casos em que há risco de descontinuidade de fornecimento de serviço. Embora seja hoje uma fração da gigante de telefonia do passado, a Oi ainda controla ativos importantes de infraestrutura e fibra ótica, com impacto também para outras operadoras.
Segunda recuperação judicial
Durante os cinco anos em que esteve em recuperação judicial, entre 2017 e dezembro de 2022, a Oi tentou negociar dívidas de R$ 65 bilhões. Numa longa batalha com os credores, a empresa conseguiu reduzir a dívida para cerca de R$ 30 bilhões e aprovar um plano de venda de ativos, mas isso não pareceu suficiente para garantir que ela continuasse operando.
“Infelizmente, diversos fatores imprevisíveis, não controláveis, e a sua situação econômico-financeira atual tornaram imprescindível recorrer à proteção judicial para implementar nova etapa de sua reestruturação e garantir a preservação da empresa, enquanto grande geradora de empregos e renda”, diz o documento.
Se for concretizado, o novo pedido de recuperação judicial pode ser visto como o atestado de que a Oi não tem condições de continuar operando e que a falência seria o caminho mais provável.
As ações da empresa caíram 25% desde o pedido de tutela de urgência cautelar.


