CEO da B3 minimiza crise do petróleo e diz que “Deus é brasileiro”

O CEO da Bolsa de Valores do Brasil (B3), Gilson Finkelsztain, diz que país tem chance de um “ajuste fiscal de brinde” e boas perspectivas

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Cauê Diniz/B3
Imagem do CEO da Bolsa de Valores do Brasil (B3), Gilson Finkelsztain - Metrópoles
1 de 1 Imagem do CEO da Bolsa de Valores do Brasil (B3), Gilson Finkelsztain - Metrópoles - Foto: Cauê Diniz/B3

O CEO da Bolsa de Valores do Brasil (B3), Gilson Finkelsztain, recentemente anunciado como futuro presidente do Santander, minimizou as preocupações de amplos setores do mercado financeiro e afirmou, nesta terça-feira (7/4), que “Deus é brasileiro” e o país tem boas perspectivas para a economia.

As declarações do executivo foram dadas durante um evento promovido pela B3 e pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em São Paulo.

“Parece que Deus é brasileiro”, brincou Finkelsztain, ao comentar a conjuntura econômica atual. “Se falássemos no início do ano passado, quando tínhamos o dólar a R$ 6,30, que ele estaria a R$ 5,15 em abril de ano eleitoral e com o presidente atual (Luiz Inácio Lula da Silva) com chance de reeleição em 50%, seríamos taxados de malucos”, afirmou.

Ainda segundo o CEO da B3, as preocupações geradas pela escalada da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio, que vem atingindo diretamente os preços internacionais do petróleo, são justificáveis, mas esbarram nas boas condições do Brasil de enfrentar esse período turbulento.

“Aqui estamos. E com uma perspectiva de o câmbio cair mais, de queda da Selic (taxa básica de juros) ao longo do ano. Precisamos ver qual será o impacto dos preços do petróleo, mas, para o Brasil, acaba sendo até um ajuste fiscal meio de brinde, ainda que tenha algum respingo na inflação. Parece que Deus é brasileiro e estamos começando a surfar nessa onda.”

Investimento estrangeiro

Na avaliação de Gilson Finkelsztain, o país tem uma perspectiva claramente favorável à abertura de novas Ofertas Públicas Iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês)quando empresas privadas vendem ações pela primeira vez na Bolsa de Valores, se tornando companhias de capital aberto. Em linhas gerais, esse processo capta recursos para a expansão dos negócios e permite que investidores se tornem sócios, movimentando todo o mercado.

“A perspectiva é de continuidade de entrada de recursos por parte do estrangeiro. E parece que o estrangeiro está dando menos importância para a transição política e acredita que vamos conseguir, de alguma forma, a sustentabilidade fiscal”, afirmou o CEO da B3.

Para ele, o Brasil continua sendo um dos poucos países “baratos, com boas empresas e bons negócios”.

Alerta sobre a questão fiscal

Apesar de tamanho otimismo, Finkelsztain alertou para a necessidade de o governo federal promover um ajuste responsável das contas públicas a partir de 2027, independentemente do resultado das eleições de outubro deste ano.

“Penso menos no curto prazo e mais em como podemos aproveitar o cenário eleitoral para cobrar que, a partir de 2027, tenhamos juros mais baixos, boas empresas, bons investimentos, uma indústria mais sofisticada”, defendeu.

“Temos um acerto de contas no início do ano que vem, que precisará ser discutido em relação ao fiscal, para que as próximas gerações tenham um país em que queiram viver, investir, com juros estáveis e inflação baixa”, prosseguiu Finkelsztain.

Segundo o CEO da B3, o conjunto de medidas anunciadas pelo governo Lula para evitar a alta nos preços dos combustíveis é algo esperado em ano eleitoral”. “Ninguém está surpreso com essa atitude”, admitiu.

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o Executivo concederá, via Medida Provisória (MP), um novo subsídio de R$ 0,80 por litro para o produtor de diesel nacional. A subvenção se soma aos R$ 0,32 anunciados em março, totalizando R$ 1,12 de subsídio por litro para produtores nacionais.

Aos importadores, a medida provisória trará uma subvenção de R$ 1,20 por litro, que será custeada pela União e estados. De acordo com o chefe da Fazenda, 25 estados já sinalizaram que vão aderir à proposta. Outros dois ainda avaliam. A partir da publicação da MP, o governo abrirá um prazo para a adesão formal.

Inicialmente, as medidas anunciadas pelo governo têm um impacto fiscal estimado em cerca de R$ 31 bilhões.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?