Casas Bahia: Michael diz que irmão faz “caça ao tesouro” com herança

Michael Klein acusa o irmão Saul de litigância de má-fé e pede que Justiça não o autorize a receber qualquer antecipação de herança

atualizado

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1 de 1 imagem coloida Saul Klein herdeiro das Casas Bahia - Foto: Arquivo

Michael Klein, um dos herdeiros do fundador da Casas Bahia, entrou com uma petição na Justiça paulista para que seu irmão, Saul Klein (foto em destaque), não tenha acesso a uma parcela antecipada da herança da família e para que ele seja condenado por litigância de má-fé. Esse tipo de conduta ocorre quando uma das partes de um processo judicial age de maneira desonesta, com a intenção de enganar ou prejudicar outra parte, ou mesmo, o sistema judicial.

Na semana passada, Saul Klein, de 71 anos, também havia protocolado uma petição na Justiça. Na ocasião, ele solicitou a autorização, com urgência, para receber um adiantamento da fortuna deixada pelo pai, o empresário Samuel Klein, fundador da varejista, morto em novembro de 2014. Saul alegou que estava em grave situação de saúde, internado em estado crítico na UTI do hospital Vila Nova Star, em São Paulo.

No início do processo, há pouco mais de dez anos, a fortuna deixada por Samuel foi estimada em R$ 260 milhões. Se corrigido, esse valor atingiria cerca de R$ 500 milhões atualmente.

Hospitalização

A nova petição feita pelos advogados de Michael afirma que Saul “noticiou que estaria hospitalizado no luxuoso Hospital Vila Nova Star, sem previsão de alta médica”. Tal condição – aliada à necessidade de outras despesas médicas – justificaria a antecipação do “quinhão hereditário”.

Os advogados de Michael, contudo, contestam essa versão. Eles questionam como Saul poderia sustentar que, “na data de 16/07/2025”, estaria “internado na UTI, em estado grave e sem previsão de alta médica e, pouquíssimos dias depois, sequer constar no rol dos pacientes internados no hospital”.

Plano de saúde

Os representantes legais de Michael acrescentam que Saul é “beneficiário do plano de assistência médica prestado pelo Bradesco Seguro e, portanto, eventuais despesas médicas seriam arcadas pelo convênio”. “Bem por isso”, diz a petição, “o pleito de Saul não foi acompanhado por nenhum comprovante de pagamento de despesas médicas”.

Michael afirma ainda que Saul e seus sócios estão “utilizando o inventário como uma verdadeira caça ao tesouro”, cujo alvo é o espólio da família. “Assim, a suposta condição médica de Saul foi utilizada como mero artifício para tentar justificar o pleito de antecipação de valores”, diz o documento.

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