“Inventário não é caixa eletrônico”, cita nota de irmão de Saul Klein

Advogados de Michael Klein contestam versão de que Saul necessite de dinheiro da herança das Casas Bahia para quitar conta de hospital

atualizado

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Divulgação/Prefeitura de Araraquara
Saul Klein
1 de 1 Saul Klein - Foto: Divulgação/Prefeitura de Araraquara

Os representantes legais de Michael Klein, herdeiro das Casas Bahia, contestaram nesta quinta-feira (7/8) a informação segundo à qual Saul Klein (foto em destaque), irmão de Michael, necessite da antecipação de valores do inventário do pai, Samuel, fundador da varejista, falecido em novembro de 2014. A retirada teria como objetivo a quitação de contas do hospital onde Saul estaria internado.

Em nota enviada ao Metrópoles, os advogados de Michael afirmaram que Saul Klein “omitiu que, no decorrer da ação de inventário”, foi o único herdeiro que já recebeu adiantamento de “quinhão” da herança. Segundo o comunicado, em novembro de 2020, ele “obteve um adiantamento de mais de R$ 30 milhões”.

Além disso, prossegue a nota, em período inferior a dois anos, Saul “pleiteou nova antecipação de quinhão”, o que foi “sumariamente indeferido” pela 4ª Vara Cível da de São Caetano do Sul e ratificado pela 9ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). No comunicado, os advogados destacaram trecho da decisão, que negou o novo saque:

“O deferimento feito nesta oportunidade não dá ensejo a mais pedidos de expedição de alvará, considerando que o processo de inventário não se compara a ‘caixa eletrônico’, para saques de quinhões, indiscriminadamente, sempre que o valor anterior chegar ao final.”

Fora do hospital

No comunicado, os advogados disseram ainda que, “em 16 de julho, Saul Klein noticiou que estaria hospitalizado no luxuoso Hospital Vila Nova Star, sem previsão de alta médica”. Eles acrescentam que, “poucos dias depois”, foram informados que “ele já havia recebido alta hospitalar”.

Com isso, os representantes legais de Michael também contestaram a informação de que Saul ainda estaria internado em uma UTI do centro médico paulista.

“Não prosperam ainda as afirmações de que o herdeiro Saul Klein estaria necessitando da antecipação de valores no inventário de seu pai para suportar despesas médicas, pois ao instruir o pedido junto a ação de Inventário, o herdeiro apresentou comprovante de convênio médico, confirmando que é beneficiário do plano de assistência médica prestado pelo Bradesco Seguros”.

A nota dos advogados menciona ainda que “é de sobejo conhecida a vida ostentada pelo ‘enfermo Saul’. E segue: “Suas ‘proezas’ estão sendo analisadas nas searas criminais. A cerebrina postulação visa, tão somente, amealhar recursos para prosseguir nessa senda”.

Nesse caso, os representantes legais de Michael fazem menção às acusações sobre crimes sexuais, supostamente cometidos por Saul Klein. Em 2023, ele foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 30 milhões, após acusações de que teria explorado sexualmente e submetido à condição análoga a escravidão diversas mulheres.

Contestação de Saul Klein

Em nota enviada ao Metrópoles, a equipe de comunicação de Saul Klein afirmou que “causa perplexidade a declaração de que o inventário ‘não é caixa eletrônico’ — sobretudo vinda daqueles que, de forma silenciosa e recorrente, parecem ter acesso contínuo ao patrimônio comum, enquanto negam a Saul até mesmo o direito de usufruir de sua legítima parte”.

O comunicado define como “irônico” o uso de tal expressão para “justificar a perpetuação de um bloqueio que já dura mais de uma década, impedindo que um herdeiro reconhecido judicialmente receba seu quinhão — enquanto vultosos ativos do espólio permanecem à disposição de outros, sem a mesma rigidez”.

A seguir, diz o texto: “A verdade é que o processo de inventário não pode ser convertido em instrumento de exclusão ou represália. Saul Klein não pleiteia privilégios nem favores: exige apenas o que lhe é de direito — o cumprimento da partilha, a liberação dos haveres que lhe pertencem e o respeito à sua condição de herdeiro. Não há qualquer fundamento para negar-lhe acesso a valores que, se devidamente corrigidos, já deveriam ter sido pagos há anos. O que está em jogo não é conveniência, mas legalidade, isonomia e dignidade.”

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