Bolsas da Europa fecham em alta com juros mantidos pelo Banco Central

Em reunião encerrada nesta quinta-feira (11/9), a autoridade monetária da Europa manteve as taxas básicas de juros da economia inalteradas

atualizado

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Imagem de balcão de negociações da Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha - Metrópoles
1 de 1 Imagem de balcão de negociações da Bolsa de Valores de Frankfurt, na Alemanha - Metrópoles - Foto: Helmut Fricke/picture alliance via Getty Images

Os principais índices das bolsas de valores da Europa fecharam no azul nesta quinta-feira (11/9), dia em que os investidores repercutiram a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e os dados da inflação ao consumidor nos Estados Unidos.


O que aconteceu

  • O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias listadas em bolsas, fechou em alta de 0,55%, aos 555 pontos.
  • Na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, o índice DAX avançou 0,3%, aos 23,7 mil pontos.
  • Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou o pregão com ganhos de 0,78%, aos 9,2 mil pontos.
  • O CAC 40, da Bolsa de Paris, fechou em alta de 0,8%, aos 7,8 mil pontos.
  • Em Madri, o Ibex 35 avançou 0,68%, aos 15,3 mil pontos.

BCE mantém juros inalterados

Em reunião encerrada nesta quinta-feira, a autoridade monetária da Europa anunciou a manutenção da taxa de juros sobre depósitos bancários em 2%.

O BCE também manteve a taxa de refinanciamento em 2,15%, e a de empréstimos, em 2,4%.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que o processo desinflacionário na zona do euro chegou ao fim, com o cumprimento da meta de inflação em 2% ao ano.

“Os riscos para o crescimento econômico se tornaram mais equilibrados, já que os acordos comerciais reduziram a incerteza. Ainda assim, a possibilidade de novos choques pode afetar as exportações e enfraquecer tanto o crescimento quanto o consumo”, disse Lagarde.

Inflação nos EUA

Outro destaque importante do dia foi a divulgação do índice oficial de inflação do consumidor nos EUA – dado observado com atenção pelo Federal Reserve (Fed, o BC norte-americano) para definir a taxa de juros.

O Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês) ficou em 2,9% em agosto, na base anual, ante 2,7% registrados em julho. Na comparação mensal, o índice foi de 0,4%, ante 0,2% em julho.

Os resultados da inflação nos EUA vieram praticamente em linha com os prognósticos do mercado. A média das estimativas era de 2,9% (anual) e 0,3% (mensal).

A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano. Embora não esteja nesse patamar, o índice vem se mantendo abaixo de 3% desde julho de 2024.

Em sua última reunião, nos dias 29 e 30 de julho, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed anunciou a manutenção dos juros básicos no intervalo de 4,25% a 4,5% ao ano. A próxima reunião do Fed para definir a taxa de juros acontece na semana que vem, nos dias 16 e 17.

A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.

Desde que o presidente norte-americano Donald Trump tomou posse para seu segundo mandato na Casa Branca, o Fed não baixou os juros. A expectativa é que isso ocorra na semana que vem – a dúvida é se o corte será de 0,25 ponto percentual ou de 0,5 ponto percentual.

Na semana passada, uma série de dados de emprego nos EUA mostraram um arrefecimento da economia norte-americana, o que reforçou a aposta na queda dos juros.

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