Bolsas da Ásia fecham em queda com dados do PIB chinês
Na Ásia, exceção foi o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, quee terminou o dia em alta de 1,23%, após dois pregões seguidos com perdas
atualizado
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Os principais índices das Bolsas da Ásia fecharam em queda nesta terça-feira (17/1), com o mercado repercutindo os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) da China, divulgados mais cedo.
Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do governo chinês, a economia do país avançou 3% no ano passado, bem abaixo da meta de 5,5%. Foi a segunda menor taxa de crescimento anual em quase 50 anos, desde 1976.
No mercado chinês, as perdas foram marginais: o índice Xangai Composto recuou 0,1%, aos 3.224,24 pontos, enquanto o Shenzhen Composto caiu 0,03%, aos 2.094,26 pontos.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou queda de 0,78%, aos 21.577,64 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou em baixa de 0,85%, aos 2.379,39 pontos, interrompendo uma sequência de nove pregões consecutivos de alta.
Por outro lado, o índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, terminou o dia em alta de 1,23%, após dois pregões seguidos com perdas de mais de 1%. Os investidores aguardam a decisão do Banco Central do Japão sobre a política monetária, que será conhecida na quarta-feira (18/1).
Em Taiwan, o índice Taiex também escapou do viés negativo do mercado asiático e registrou ligeira alta de 0,04%, aos 14.932,93 pontos.
PIB da China
Embora tenha representado uma desaceleração em relação ao terceiro trimestre (que teve crescimento de 3,9%), o PIB da China superou as expectativas do mercado. O consenso Refinitiv apontava para uma expansão de 1,8% da economia chinesa no período.
Segundo analistas, a desaceleração da segunda maior economia do mundo se deve aos impactos das duras restrições impostas no país durante a política de “Covid zero”, adotada pelo regime de Pequim até o início deste ano, que levou ao confinamento da maioria da população. A medida começou a ser flexibilizada nos últimos meses.
