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Negócios

Bolsa do Brasil será destaque na América Latina no ano, diz JPMorgan

Bolsa brasileira pode chegar a 135 mil pontos no Ibovespa com cenário macro favorável, projetam analistas do banco JPMorgan

Carolina Riveira16/06/2023 15:26, atualizado 16/06/2023 15:28
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Hugo Barreto/Metrópoles
Graficos - economia brasileira, bolsa de valores, investimento - PIB - Ações - Metrópoles

Os ativos brasileiros na bolsa de valores caminham para ser destaque na América Latina no segundo semestre, na visão de analistas do banco JPMorgan.

Em relatório a clientes nesta sexta-feira (16/6), os analistas Emy Shayo e Cinthya Mizuguchi projetam que o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, chegue a 130 mil ou 135 mil pontos no fim do ano.

Atualmente, o Ibovespa opera em torno de 119 mil pontos.

Os analistas apontam que a bolsa brasileira deve se beneficiar de um cenário macroeconômico mais favorável, com queda de juros prevista para os próximos meses e inflação caindo mais do que o esperado.

“A história é bastante clara, simples e fácil de entender – taxa de juros mais baixas e valuations baratas”, diz o relatório.

Queda de juros

Os analistas apontam ainda que a queda de juros deve ajudar a reduzir o “ruído” político em torno da economia.

A taxa básica de juros, a Selic, está hoje em 13,75%, seu maior patamar desde 2016. A decisão do Banco Central em não alterar a taxa de juros nas últimas reuniões tem gerado embates com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Uma flexibilização [monetária] está chegando, e também faria maravilhas para domar o ruído político residual em torno da política econômica”, afirmaram os analistas do JPMorgan.

Na bolsa, ativos brasileiros negociam com 40% de desconto em relação a pares emergentes. O JPMorgan tem recomendação de exposição “acima da média” (overweight) a ações brasileiras.

O relatório cita também a mudança na perspectiva da nota de crédito do Brasil, que foi alterada de “estável” para “positiva” nesta semana pela agência de classificação de risco S&P Global.

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