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Negócios

Agência de risco muda nota do Brasil para perspectiva "positiva"

Agência de classificação de risco S&P Global mudou perspectiva de "estável" para "positiva". Patamar não era atingido desde 2019

14/06/2023 17:22, atualizado 15/06/2023 15:33
Fábio Vieira/Metrópoles
Imagem colorida do ministro Fernando Haddad concedendo entrevista com jornalistas ao fundo - Metrópoles

A agência de classificação de risco S&P Global melhorou, nesta quarta-feira (14/6), a observação sobre a nota de crédito do Brasil.

A entidade manteve a nota (o chamado “rating soberano”) em BBB, o que significa que o país segue dentro do grau de especulação. A perspectiva adicionada à nota, no entanto, mudou de “estável” para “positiva”, o que não ocorria desde 2019.

Em comunicado, a S&P ressaltou o que classificou como “medidas contínuas” para melhorar a previsibilidade fiscal e também a “resiliência institucional” do Brasil.

O viés positivo “baseia-se na perspectiva de que medidas contínuas para enfrentar a rigidez econômica e fiscal podem reforçar nossa visão da resiliência da estrutura institucional do Brasil e reduzir os riscos à sua flexibilidade monetária e posição externa líquida”, disse a S&P.

A agência ressaltou que o Brasil segue com déficit fiscal provável, mas que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima do esperado e as mudanças na política fiscal podem gerar “aumento menor do ônus da dívida”.

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Marco fiscal

Na política fiscal, a principal mudança recente veio após a Câmara aprovar o marco fiscal, que substituirá o atual teto de gastos.

O texto agora tramita no Senado. Uma reunião entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e as lideranças da Casa deve ocorrer nesta semana, para tratar de detalhes finais.

Em linhas gerais, o marco fiscal permite aumento real (acima da inflação) dos gastos do governo entre 0,6% e 2,5%. A variação maior ou menor dos gastos dependerá do cumprimento de metas de superávit fiscal estabelecidas.