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Após Fed cortar juros, Ibovespa ultrapassa 146 mil pontos pela 1ª vez

Às 15h06, minutos após o anúncio do corte de juros pelo BC dos EUA, o Ibovespa cravou 146.239,50 pontos, a maior pontuação já registrada

atualizado

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1 de 1 Imagem de painel da Bolsa de Valores do Brasil - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), voltou a renovar sua máxima histórica intradiária (durante o pregão), nesta quarta-feira (17/9), ultrapassando os 146 mil pontos pela primeira vez na história.

A disparada da Bolsa brasileira se intensificou após a decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 4% e 4,25% ao ano.

O dólar, que operava em alta no início da tarde, inverteu o sinal e passou a cair forte.

Na véspera, o a moeda encerrou a sessão em baixa, renovando a menor cotação em 15 meses, a R$ 5,298. Foi o quinto recuo consecutivo da moeda dos EUA frente ao real.


Dólar

  • Às 15h14, o dólar caía 0,36%, a R$ 5,279.
  • Mais cedo, às 14h16, a moeda norte-americana avançava 0,16% e era negociada a R$ 5,307.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,313. A mínima é de R$ 5,276.
  • No dia anterior, o dólar fechou em queda de 0,43%, cotado a R$ 5,298. Foi o menor valor de fechamento desde o dia 6 de junho de 2024.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 2,29% no mês e de 14,27% no ano frente ao real.

Ibovespa


Fed corta juros pela primeira vez no governo Trump

Na sexta reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed desde a posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as expectativas do mercado foram confirmadas e a taxa básica de juros finalmente foi reduzida pela autoridade monetária.

O corte nos juros foi de 0,25 ponto percentual, acompanhando a maioria das projeções dos analistas do mercado. Agora, os juros estão no patamar entre 4% e 4,25% ao ano.

A votação não foi unânime. Stephen Miran, novo integrante do Fed, indicado por Donald Trump, votou por um corte maior, de 0,5 ponto percentual.

“Ao considerar ajustes adicionais na meta para a taxa básica de juros, o comitê avaliará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução das perspectivas e o equilíbrio de riscos. O comitê continuará reduzindo suas participações em títulos do Tesouro, títulos de dívida de agências e títulos lastreados em hipotecas de agências. O comitê está fortemente comprometido em apoiar o emprego máximo e retornar a inflação à sua meta de 2%”, diz o Fed no comunicado que acompanha a decisão.

“Ao avaliar a postura adequada da política monetária, o comitê continuará monitorando as implicações das informações recebidas para as perspectivas econômicas. O comitê estará preparado para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam impedir a consecução dos objetivos do comitê”, prossegue o Fed no comunicado.
“As avaliações do comitê levarão em consideração uma ampla gama de informações, incluindo leituras sobre as condições do mercado de trabalho, pressões inflacionárias e expectativas de inflação, além de desenvolvimentos financeiros e internacionais.”

No comunicado, o Fed diz ainda que “o comitê busca atingir o máximo de emprego e inflação a uma taxa de 2% no longo prazo”. E alerta: “A incerteza quanto às perspectivas econômicas permanece elevada. O comitê está atento aos riscos para ambos os lados de seu duplo mandato e avalia que os riscos negativos para o emprego aumentaram”.

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