Bolsa cai e dólar opera estável, com mercado mirando reunião do Copom

Investidores repercutem aumento de juros na Europa, alta do PIB dos EUA e, ainda, a elevação da nota de crédito do Brasil pela agência Fitch

atualizado

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1 de 1 Tela mostra cotações da bolsa de valores - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

Em um dia movimentado no noticiário econômico, principalmente no exterior, a bolsa de valores brasileira recuava e o dólar operava próximo da estabilidade na manhã desta quinta-feira (27/7), com o mercado financeiro atento ao movimento dos juros no Brasil e no mundo.

Por volta das 10h40, o Ibovespa, principal índice da bolsa do Brasil, recuava 0,35%, aos 122.128,93 pontos.

Na véspera, o índice fechou o pregão em alta de 0,45%, no patamar dos 122 mil pontos, em um dia de euforia no mercado.

Com o resultado, o Ibovespa acumula ganhos de 3,79% no mês e de 11,69% no ano.

Dólar

O dólar, por sua vez, operava em leve queda nesta manhã, mas próximo da estabilidade.

Às 10h35, a moeda americana caía 0,08% e era negociada a R$ 4,725.

No dia anterior, o dólar recuou 0,46%, a R$ 4,727. Com o resultado, acumula baixa de 1,28% no mês e de 10,43% no ano.

EUA, Europa e Brasil

Nesta quinta, os investidores repercutem a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de elevar mais uma vez a taxa de juros em 0,25 ponto percentual.

Foi o 9º aumento consecutivo dos juros pelo BCE. A taxa de refinanciamento (a principal) subiu de 4% para 4,25%, enquanto a taxa sobre depósitos avançou de 3,5% para 3,75%. A taxa sobre empréstimos marginais foi de 4,25% para 4,5%.

Também nesta manhã, o Departamento de Comércio do governo dos Estados Unidos divulgou sua primeira leitura sobre o desempenho da economia americana no segundo trimestre deste ano. O PIB do país avançou 2,4%, acima das projeções do mercado.

No dia anterior, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) voltou a aumentar a taxa básica de juros da economia americana em 0,25 ponto percentual. Os juros básicos subiram para um intervalo entre 5,25% e 5,5% ao ano, a maior taxa em 22 anos.

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne na próxima semana, nos dias 1º e 2 de agosto, para definir a taxa Selic. Os analistas do mercado se dividem entre quem acredita em um corte de 0,25 ponto percentual e aqueles que apostam em uma queda de 0,5 ponto percentual.

Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira está em 13,75% ao ano. O resultado do IPCA-15 de julho, considerado a “prévia” da inflação oficial do país, aumentou a pressão para o BC baixar a Selic. O índice teve deflação de 0,07% neste mês, a primeira variação negativa dos preços em 10 meses, desde setembro de 2022.

Os investidores repercutem, ainda, a elevação da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch, anunciada na quarta-feira (26/7). A agência aumentou o chamado “rating soberano” do país, de “BB-” para “BB”, com perspectiva estável.

A decisão é um termômetro importante para o mercado financeiro porque indica que a agência de classificação vê o Brasil com maior capacidade de honrar seus compromissos financeiros.

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